Pesquisadores desenvolveram uma mão robótica capaz de colher frutas delicadas sem amassá-las, utilizando inteligência artificial, visão computacional e sensores táteis para identificar o momento ideal da colheita. A tecnologia foi criada para reduzir perdas na produção agrícola, especialmente em culturas sensíveis que ainda dependem, em grande parte, da colheita manual.
O projeto foi desenvolvido por uma equipe da Universidade da Virgínia Ocidental e busca solucionar um dos principais desafios da automação no campo: manusear frutas frágeis sem comprometer sua qualidade.
Atualmente, culturas como morangos, framboesas e tomates sofrem perdas significativas durante a colheita devido à pressão exercida por trabalhadores ou equipamentos convencionais. Segundo os pesquisadores, cerca de um quarto das frutas delicadas pode ser danificado nessa etapa.
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Estrutura inspirada na natureza
A mão robótica foi inspirada no formato de uma estrela-do-mar e possui cinco dedos produzidos com materiais flexíveis, como silicone e poliuretano. Essa estrutura permite que o equipamento se adapte ao formato de cada fruta, distribuindo a pressão de maneira uniforme durante o manuseio.
Além da estrutura macia, o sistema conta com uma câmera instalada na parte central do dispositivo. Utilizando visão computacional, o equipamento analisa características visuais para identificar se o fruto está pronto para ser colhido.
Sensores reproduzem o toque humano
Como nem sempre a aparência é suficiente para determinar o ponto ideal de maturação, os pesquisadores adicionaram sensores nas extremidades dos dedos da mão robótica.
Esses sensores conseguem avaliar características percebidas normalmente pelo tato humano, como firmeza, textura e resistência da fruta ao caule, permitindo uma análise mais precisa antes da colheita.
A combinação entre imagens captadas pela câmera e informações obtidas pelos sensores amplia a capacidade do sistema de selecionar apenas os frutos maduros, reduzindo desperdícios.
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Próximos passos
Após apresentar bons resultados nos testes em laboratório, a equipe trabalha no desenvolvimento de uma versão mais robusta e escalável para utilização em plantações comerciais nos próximos anos.
Os pesquisadores também avaliam aplicações além da agricultura. Pela capacidade de manipular objetos delicados com precisão, a tecnologia poderá futuramente ser empregada em missões espaciais, operações subaquáticas e outras atividades que exijam movimentos controlados e baixo impacto sobre os materiais manipulados.
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