O acesso à internet no Brasil atingiu um novo recorde em 2025. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 168,7 milhões de pessoas com 10 anos ou mais utilizaram a internet no ano passado, o equivalente a 90,5% dessa parcela da população.
As informações fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) sobre acesso à internet, televisão e posse de telefone celular para uso pessoal, divulgada nesta quinta-feira (2).
Pela primeira vez, o percentual de usuários da internet ultrapassou a marca de 90% da população com 10 anos ou mais. Apesar do avanço, ainda há diferença entre moradores das áreas urbanas e rurais: nas cidades, o índice chegou a 91,5%, enquanto no campo foi de 83%.
O crescimento, porém, foi mais intenso nas áreas rurais ao longo dos últimos anos. Em 2016, apenas 33,8% dos moradores do campo utilizavam a internet, contra 71,3% da população urbana.
Outro destaque da pesquisa foi o aumento do uso da internet entre idosos. Entre 2019 e 2025, a proporção de pessoas com 60 anos ou mais conectadas à rede passou de 44,9% para 74,5%, uma alta de quase 30 pontos percentuais. Ainda assim, essa continua sendo a faixa etária com menor nível de acesso. Entre crianças e adolescentes de 10 a 13 anos, o índice alcançou 84,4%.
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Principais usos da internet
A pesquisa também mostrou como os brasileiros utilizam a internet no dia a dia. As atividades mais frequentes são:
- Chamadas de voz e vídeo: 95,3%;
- Envio e recebimento de mensagens por aplicativos: 90,2%;
- Assistir a vídeos, séries e filmes: 89,3%;
- Uso de redes sociais: 84,9%;
- Ouvir músicas, rádio ou podcasts: 83,7%;
- Acesso a bancos e serviços financeiros: 74,2%;
- Leitura de notícias, livros e revistas: 69%;
- Uso de e-mail: 61,2%;
- Compras pela internet: 52,7%;
- Acesso a serviços públicos: 41,1%;
- Jogos eletrônicos: 29,8%;
- Venda ou anúncio de produtos e serviços: 11,6%.
Televisão segue presente na maioria dos lares
O levantamento também revelou que a televisão permanece em 93,9% dos domicílios brasileiros, o mesmo percentual registrado em 2024. Em números absolutos, porém, o total de residências com aparelho aumentou de 73,5 milhões para 75,1 milhões.
Atualmente, cerca de 4,9 milhões de domicílios (6,1%) não possuem televisão.
O estudo aponta ainda que a TV por assinatura continua perdendo espaço. Em 2025, ela estava presente em 23,5% dos domicílios, abaixo dos 24,3% registrados no ano anterior.
Por outro lado, os serviços de streaming seguem em expansão. A participação passou de 43,4% dos lares em 2024 para 44,4% em 2025.
Outro dado destacado pelo IBGE é o aumento do número de residências sem acesso a qualquer sinal de televisão, aberta ou por assinatura. Esse total chegou a 5,6 milhões de domicílios em 2025, mais que o dobro do registrado no ano anterior.
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