O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump voltou a utilizar inteligência artificial para provocar adversários políticos. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o republicano aparece caracterizado como um médico que “trata” celebridades conhecidas por criticarem seu governo, utilizando imagens e falas criadas por IA.
Na gravação, Trump veste jaleco branco e estetoscópio enquanto recebe, em um suposto consultório, versões geradas por inteligência artificial de artistas como Rosie O’Donnell, John Leguizamo, Whoopi Goldberg, Edward Norton, Robert De Niro e Julia Roberts.
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O vídeo faz referência ao termo Trump Derangement Syndrome (TDS), expressão usada por Trump e seus apoiadores para ironizar pessoas que demonstram forte oposição ao presidente. Na montagem, os personagens afirmam, de forma fictícia, que sofreram da suposta “síndrome” durante anos e que teriam melhorado após o “tratamento” realizado pelo “Dr. Trump”.
Ao final da publicação, o presidente norte-americano aparece recomendando três medidas aos “pacientes”: evitar o consumo de “fake news”, fazer orações e beber uma Coca-Cola Zero sempre que se sentirem irritados.
Não é a primeira vez
Esta não é a primeira ocasião em que Trump utiliza conteúdos produzidos com inteligência artificial para satirizar opositores. Em outras publicações, o presidente compartilhou montagens envolvendo figuras públicas, incluindo uma imagem em que aparecia representado como Jesus Cristo e um vídeo que retratava Barack Obama e Michelle Obama em uma montagem que gerou forte repercussão e foi posteriormente removida.
O novo vídeo reacende o debate sobre o uso de ferramentas de inteligência artificial na comunicação política e os limites da criação de conteúdos sintéticos envolvendo pessoas públicas, especialmente em contextos de desinformação, sátira e campanhas políticas.
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