Enquanto o presidente Donald Trump assistia às lutas do UFC sentado na primeira fila do gramado da Casa Branca, agentes do FBI trabalhavam nos bastidores para impedir o que poderia ter se tornado um dos ataques mais letais já planejados contra o governo americano. A agência desarticulou um suposto plano que previa o uso de drones carregados com explosivos para atingir prédios ao redor do evento, provocar uma evacuação em massa e direcionar a multidão para uma equipe de atiradores posicionada estrategicamente.
O evento “UFC Freedom 250”, realizado no domingo, 14 de junho, no gramado sul da Casa Branca, marcou o aniversário de 80 anos de Trump e integrou as celebrações dos 250 anos da independência dos Estados Unidos. A plateia reuniu cerca de 4.300 espectadores, incluindo aproximadamente 1.200 militares da ativa. Entre os alvos listados nos documentos judiciais, segundo a CBS News, estavam o próprio Trump, o vice-presidente JD Vance, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o empresário Elon Musk.
O FBI tomou conhecimento da ameaça no dia 10 de junho, quatro dias antes do evento, e passou a atuar em conjunto com parceiros federais em uma operação que atravessou vários estados. Cinco pessoas foram presas e indiciadas: Tycen Proper, do Ohio; Daniel Eskridge, do Missouri; Abraham Hermosillo Alvarez, do Nebraska; e Bryan Omar Roa e Michael Alan Thomas, da Califórnia.
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O caso de Proper, 19 anos, resume a trajetória do grupo. Sua mãe acionou a polícia local após notar mudanças preocupantes no comportamento do filho, que havia feito compras de armas e passou a se comunicar com desconhecidos online. Segundo a denúncia criminal, o jovem teria usado cerca de US$ 3 mil do dinheiro de formatura para adquirir munições, armas, carregadores extras e equipamentos táticos para o suposto ataque. Entre os itens apreendidos estavam um fuzil estilo AR-15 e um fuzil pintado com a bandeira dos Estados Unidos.
A investigação revelou que o grupo teve origem em um chat no TikTok chamado “Vanguard of the Old”, criado em março, cujos membros afirmavam querer proteger os Estados Unidos e acreditavam que o país precisava ser reconstruído. As comunicações migraram para o aplicativo Signal, onde o ataque foi planejado em detalhes. A análise preliminar do celular de um dos suspeitos identificou ao menos 23 usuários discutindo atividades preparatórias.
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O diretor do FBI, Kash Patel, elogiou a atuação dos agentes em comunicado, afirmando que “o resultado representou o melhor do trabalho investigativo” e que a agência “foi construída para detectar, responder e responsabilizar aqueles que ameaçam a vida dos cidadãos americanos.” O diretor do Serviço Secreto, Sean Curran, confirmou que sua agência trabalhou em estreita colaboração com o FBI ao longo de toda a investigação. A operação segue em andamento, e novas prisões não estão descartadas.
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