
Estrela obtém liminar em Minas Gerais e ganha proteção contra credores (Foto: Instagram)
A Justiça de Minas Gerais atendeu parcialmente ao pedido da Estrela, famosa fabricante de brinquedos, concedendo proteção contra cobranças de credores. O pedido de recuperação judicial, apresentado na semana passada, ainda não foi avaliado.
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Entenda: a proteção contra credores envolve estratégias legais e financeiras para resguardar os ativos de uma empresa de dívidas e riscos de cobrança. A recuperação judicial permite que empresas renegociem suas dívidas para evitar a falência, mantendo suas operações e empregos.
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De acordo com a juíza Aline Cristina Modesto da Silva, da 1ª Vara Cível de Três Pontas (MG), fornecedores de serviços essenciais e credores financeiros da Estrela não podem realizar cobranças. A medida visa evitar o agravamento da crise antes da análise do pedido de recuperação judicial.
A Estrela, em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), justificou o pedido de recuperação judicial pela necessidade de reestruturar suas dívidas. Problemas como aumento do custo de capital e restrição de crédito foram destacados, além de mudanças no comportamento do consumidor e concorrência acirrada.
Fundada em 1937, a Estrela tornou-se uma das marcas mais conhecidas da indústria nacional de brinquedos. Inicialmente uma pequena fábrica de bonecas e carrinhos, a empresa se consolidou como um símbolo do setor, lançando produtos icônicos como Banco Imobiliário, Autorama e Genius.
Nos anos 2000, a Estrela modernizou seus clássicos e ampliou sua presença em brinquedos colecionáveis. Contudo, enfrentou dificuldades para competir com produtos importados e, mais recentemente, com jogos digitais e redes sociais.
Hoje, a Estrela possui um escritório central em São Paulo e fábricas em Minas Gerais, Sergipe e no interior paulista.



