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quarta-feira, setembro 16, 2026

Planta desaparecida há quase 60 anos é redescoberta após foto publicada na internet

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Uma planta considerada desaparecida desde a década de 1960 voltou a ser encontrada na Austrália após uma descoberta inesperada feita a partir de fotografias publicadas na internet.

A espécie Ptilotus senarius não era registrada oficialmente desde 1967 e chegou a ser classificada como presumivelmente extinta por pesquisadores.

A redescoberta ocorreu na região de Queensland, no nordeste australiano, depois que o horticultor Aaron Bean publicou imagens da planta na plataforma iNaturalist, utilizada por observadores da natureza para registrar espécies de animais e vegetais.

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As fotos chamaram a atenção de botânicos especializados em espécies raras da flora australiana. Após análises detalhadas, os cientistas confirmaram que se tratava realmente do Ptilotus senarius, espécie conhecida anteriormente apenas por dois exemplares coletados há quase seis décadas.

O caso foi descrito em estudo publicado no periódico científico Australian Journal of Botany.

Segundo os pesquisadores, a descoberta reforça o papel crescente da chamada ciência cidadã, modelo em que pessoas comuns colaboram com registros importantes para pesquisas ambientais e monitoramento da biodiversidade.

Os autores explicam que a planta pode ter permanecido despercebida durante décadas por ser pequena, discreta e encontrada em áreas pouco monitoradas do interior australiano.

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A espécie pertence à família Amaranthaceae e apresenta flores delicadas em tons rosados e arroxeados. Além da aparência pouco chamativa, o ambiente remoto onde ela cresce dificultava expedições botânicas frequentes.

Para os cientistas, a reaparição do Ptilotus senarius mostra que algumas espécies consideradas perdidas ainda podem sobreviver em regiões isoladas e pouco exploradas.

Apesar da redescoberta, os pesquisadores alertam que a planta continua ameaçada. Como poucos exemplares foram localizados até agora, ainda não é possível determinar o tamanho real da população existente na natureza.

A equipe defende novas expedições científicas para identificar outras áreas onde a espécie possa sobreviver e avaliar possíveis riscos ambientais que possam levar ao desaparecimento definitivo da planta.

Os autores também destacam que plataformas digitais como o iNaturalist vêm ampliando a capacidade global de observação da natureza, permitindo que registros feitos por moradores, turistas e fotógrafos contribuam diretamente para descobertas científicas relevantes.

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