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quarta-feira, setembro 16, 2026

Estudo brasileiro identifica mutações hereditárias ligadas ao câncer em famílias inteiras

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Um estudo conduzido no Brasil revelou que alterações genéticas associadas ao desenvolvimento de câncer podem atingir diversos integrantes de uma mesma família, inclusive pessoas que nunca apresentaram sintomas da doença.

A pesquisa foi realizada pelo Mapa do Genoma Brasileiro, por meio do Subprojeto de Oncologia, e publicada na revista científica The Lancet Regional Health – Americas.

Os pesquisadores analisaram 275 pacientes atendidos em hospitais públicos das cinco regiões do país. Entre eles, 140 tinham câncer de mama, 70 câncer colorretal e 65 câncer de próstata.

O levantamento identificou que aproximadamente um em cada dez pacientes apresentava mutações hereditárias relacionadas ao risco aumentado de desenvolver câncer.

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A investigação também avançou para os familiares dessas pessoas. Segundo os cientistas, quase 40% dos parentes analisados carregavam as mesmas alterações genéticas encontradas nos pacientes oncológicos, mesmo sem qualquer diagnóstico prévio da doença.

Os pesquisadores alertam que esse tipo de mutação pode permanecer silencioso por anos, aumentando o risco de câncer ao longo da vida sem apresentar sinais imediatos.

O estudo reforça a importância do rastreamento genético em famílias com histórico recorrente de câncer, especialmente em casos diagnosticados em idades mais jovens ou em múltiplos integrantes da mesma família.

A idade média dos participantes foi de 58 anos. A pesquisa também destacou a diversidade genética da população brasileira, com predominância de pacientes autodeclarados pardos, seguidos por pessoas brancas e pretas.

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Segundo os autores, o mapeamento genético pode ajudar médicos a identificar indivíduos com maior predisposição à doença e permitir estratégias preventivas mais precoces, como acompanhamento clínico intensificado, exames periódicos e orientações específicas para familiares.

Nos últimos anos, a medicina genética tem ampliado o uso de testes capazes de detectar mutações relacionadas ao câncer hereditário, especialmente em genes ligados a tumores de mama, intestino e próstata.

Especialistas ressaltam, porém, que possuir uma alteração genética não significa necessariamente que a pessoa desenvolverá câncer, mas sim que ela pode apresentar um risco maior em comparação à população geral.

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