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quarta-feira, setembro 16, 2026

Dólar cai após crise no mercado com áudio de Flávio a Vorcaro

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Dólar recua após reunião Trump-Xi e vazamento de áudios de Flávio Bolsonaro (Foto: Instagram)

O dólar está em queda nesta quinta-feira (14/5), após a reunião entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, e a divulgação de um áudio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

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No dia anterior, o mercado financeiro brasileiro enfrentou um novo "Flávio Day", com forte impacto na Bolsa de Valores (B3) após o Intercept Brasil divulgar que Vorcaro financiou com cerca de R$ 61 milhões o filme biográfico Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os fundos foram solicitados por Flávio, filho de Bolsonaro e pré-candidato do PL à Presidência.

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Na quarta-feira (13/5), após a publicação do áudio com as solicitações de Flávio a Vorcaro, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), caiu significativamente, e o dólar subiu, encerrando o dia novamente na faixa dos R$ 5.

O primeiro "Flávio Day" aconteceu em dezembro do ano passado, quando o senador foi escolhido por Jair Bolsonaro como candidato ao Palácio do Planalto, o que causou uma queda de mais de 4% na Bolsa. Naquela época, o mercado preferia o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como candidato presidencial.

DÓLAR

  • Às 9h12, o dólar recuava 0,44%, sendo negociado a R$ 4,987.
  • No dia anterior, a moeda americana subiu 2,31%, fechando a R$ 5,009.
  • No mês, o dólar acumula alta de 1,15% e queda de 8,75% no ano em relação ao real.

IBOVESPA

  • As negociações do Ibovespa começam às 10 horas.
  • Na quarta-feira, o índice fechou em baixa de 1,8%, aos 177 mil pontos.
  • Em maio, a Bolsa acumula queda de 5,46%, mas registra alta de 9,91% em 2026.

“FLÁVIO DAY” APAVORA O MERCADO
Daniel Vorcaro, do Banco Master, investiu cerca de R$ 61 milhões no filme Dark Horse sobre Jair Bolsonaro, conforme revelou o Intercept Brasil. Flávio Bolsonaro solicitou os fundos, sendo ele pré-candidato à presidência.

Conversas divulgadas mostram diálogos entre Flávio e Vorcaro sobre o filme. Uma delas ocorreu em 16 de novembro de 2025, um dia antes da prisão de Vorcaro na Operação Compliance Zero e dois dias antes da liquidação do Banco Master.

O Intercept informou que, entre fevereiro e maio de 2025, pelo menos R$ 61 milhões foram pagos em seis transações, com um valor total negociado de R$ 134 milhões. Contudo, não há provas de que todo o montante foi transferido.

Parte dos fundos foi enviada pela Entre Investimentos e Participações, em colaboração com empresas de Vorcaro, para o Havengate Development Fund LP, no Texas, EUA, controlado por aliados de Eduardo Bolsonaro.

Em um áudio de 8 de setembro de 2025, Flávio expressa preocupação a Vorcaro com atrasos nos pagamentos da produção.

“Eu fico sem graça de ficar te cobrando, está em um momento muito decisivo aqui do filme. E tem muita parcela para trás, e está todo mundo tenso e eu fico preocupado aqui com o efeito contrário do que a gente sonhou pro filme, né?”, declarou o senador.

“Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, num Cyrus, os caras, pô, renomadíssimos do cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim”, afirmou.

“NÃO OFERECI VANTAGENS EM TROCA”, DIZ FLÁVIO
Após a liberação do áudio, Flávio Bolsonaro confirmou as mensagens com Daniel Vorcaro, do Banco Master. Ele declarou que conheceu Vorcaro em dezembro de 2024, antes das alegações sobre o Banco Master.

“O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem”, disse.

OPOSIÇÃO DIZ SER FAVORÁVEL À CPI DO MASTER
Apesar do impacto do áudio de Flávio Bolsonaro a Vorcaro, a oposição no Congresso Nacional defendeu a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as fraudes envolvendo Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Em nota, o líder da oposição, deputado Cabo Gilberto (PL-PB), acusou o PT de tentar transformar o caso em uma "narrativa política" contra a família Bolsonaro, afirmando que o financiamento do filme ocorreu sem participação pública.

“Não houve dinheiro público. Não houve contrato público. Não houve favorecimento estatal”, declarou. “Houve apenas uma tentativa desesperada de criar desgaste político artificial contra a família Bolsonaro”, acrescentou. “Defendemos uma investigação ampla, séria e sem seletividade. CPI do Banco Master, já”, afirmou o deputado.

O líder da oposição também acusou o PT de agir com seletividade ao tratar do caso. “Transformar qualquer relação privada em escândalo quando envolve adversários políticos, enquanto silenciam diante de fatos muito mais graves ligados ao próprio sistema de poder que sustentam. Esse é o método”, disse.

Em outra nota divulgada nesta quarta, o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou que as explicações apresentadas por Flávio são “claras, coerentes e objetivas”.

Segundo Sóstenes, “os fatos dizem respeito à busca de patrocínio privado para um projeto privado, sem qualquer utilização de recursos públicos”.

O líder do PL concluiu ao afirmar que a legenda permanece “unida e confiante no senador Flávio Bolsonaro, certo da lisura de seus atos”, e voltou a defender a instalação da comissão: “CPI do Banco Master já”.

NO FRONT EXTERNO, FOCO É REUNIÃO ENTRE TRUMP E XI JINPING
No cenário internacional, investidores analisam a conversa entre Donald Trump e Xi Jinping. A Casa Branca afirmou que a reunião foi "boa". A nota não menciona Taiwan e diz que os dois líderes concordaram que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto.

“Ambos os países concordaram que o Irã jamais poderá ter uma arma nuclear”, ressalta o comunicado. Segundo a Casa Branca, o presidente da China também se opôs à militarização do estreito de Ormuz.

“O presidente Xi também deixou clara a oposição da China à militarização do estreito e a qualquer tentativa de cobrar pedágio por seu uso, e expressou interesse em comprar mais petróleo americano para reduzir a dependência da China em relação ao estreito no futuro”, diz.

A nota acrescenta que a discussão envolveu maneiras de fortalecer a cooperação econômica. “Os dois lados discutiram maneiras de fortalecer a cooperação econômica entre nossos dois países, incluindo a expansão do acesso de empresas americanas ao mercado chinês e o aumento do investimento chinês em nossas indústrias.”

Após a reunião, de cerca de duas horas, Trump disse que a conversa entre os dois “foi ótima” ao ser questionado por um jornalista. “Foi ótimo. Um lugar incrível. A China é linda”, disse, evitando responder se os dois falaram sobre Taiwan. Antes da viagem, Trump adiantou que discutiria com o líder chinês a venda de armas para a ilha, tópico que desagrada o governo do país.

A China considera Taiwan uma província separatista e tem intensificado, nos últimos anos, os exercícios militares na região. Os EUA não reconhecem formalmente a independência de Taiwan. No entanto, o país tem a intenção de vender US$ 11 bilhões em armas para Taipei, o que desagradou Pequim.

De acordo com a mídia estatal chinesa, no entanto, Xi Jinping teria alertado Trump de que a questão de Taiwan poderia levar os dois países a um conflito. “Se for bem administrada, a relação bilateral pode permanecer geralmente estável. Caso contrário, os dois países podem entrar em conflito, colocando toda a relação China-EUA em uma situação muito perigosa”, disse Xi, segundo a mídia estatal.

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