
Navio cargueiro segue no Estreito de Ormuz em meio à volatilidade dos preços do petróleo (Foto: Instagram)
Os preços do petróleo no mercado internacional estão instáveis nesta quarta-feira (13/5), mas continuam acima de US$ 100. Isso ocorre em meio às negociações entre Estados Unidos e Irã sobre um possível término dos conflitos no Oriente Médio.
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Na terça-feira, o governo iraniano apresentou algumas condições à Casa Branca para retomar o diálogo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Recentemente, Trump aumentou a retórica contra Teerã, chamando a proposta de paz do Irã de "inaceitável" e afirmando que o cessar-fogo na região está "por um fio".
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O QUE ACONTECEU
- Por volta das 9h15 (horário de Brasília), o contrato futuro de junho do petróleo WTI (referência nos EUA) recuava 0,3%, sendo negociado a US$ 101,87.
- No mesmo horário, o contrato futuro de julho do petróleo brent (referência internacional) apresentava leve queda de 0,28%, a US$ 107,47, próximo da estabilidade.
- Na sessão de terça-feira (12/5), o petróleo fechou em alta. O barril do WTI para junho subiu 4,19%, a US$ 112,18, enquanto o brent para julho avançou 3,42%, a US$ 107,77.
IRÃ FAZ EXIGÊNCIAS PARA RETOMAR DIÁLOGO COM EUA
O governo iraniano busca garantias para retomar as negociações com os EUA, condicionando o retorno do diálogo ao cumprimento de cinco exigências. A mídia estatal iraniana divulgou essas informações na terça-feira (12/5).
As condições impostas por Teerã para uma nova rodada de discussões indiretas com Washington incluem:
- Cessar a guerra em todas as frentes, incluindo ataques israelenses ao Líbano;
- Remover sanções dos EUA contra o Irã;
- Liberar fundos iranianos bloqueados pelos EUA;
- Pagar indenização por danos causados pela guerra;
- Reconhecer a soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz.
De acordo com a agência Fars, essas exigências surgiram após os EUA rejeitarem uma proposta de paz de 14 pontos enviada pelo Irã no início do mês.
Após revisar o acordo, a administração Trump respondeu em 3 de maio, com mediação do Paquistão. O Irã enviou uma contraproposta dias depois, mas foi considerada "inaceitável" por Trump.
A primeira rodada de negociações entre EUA e Irã ocorreu em 11 de abril, em Islamabad, mas não teve sucesso em encerrar o conflito diplomaticamente.
Uma segunda tentativa de acabar com a guerra estava agendada para 20 de abril no Paquistão, mas o Irã rejeitou as negociações, acusando Trump de fazer exigências excessivas e violar a trégua.
CHINA ARTICULA CESSAR-FOGO NO IRÃ
Na terça-feira (12/5), os ministros das Relações Exteriores do Paquistão e da China discutiram a necessidade de uma trégua entre EUA e Irã antes da visita de Trump a Pequim.
O governo paquistanês informou que o chanceler Ishaq Dar conversou com o ministro chinês Wang Yi sobre a crise no Oriente Médio e os esforços diplomáticos para destravar as negociações entre Washington e Teerã.
O Paquistão tem atuado como mediador nas conversas entre EUA e Irã. Durante a ligação, Wang Yi elogiou o papel de Islamabad nas tentativas de mediação.
“Ambos os lados destacaram a importância de manter um cessar-fogo duradouro e garantir a passagem normal pelo Estreito de Ormuz”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores do Paquistão.
TRUMP E XI JINPING FRENTE A FRENTE NA CHINA
No cenário internacional, o principal destaque desta quarta-feira é a agenda de reuniões entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim. Os temas incluem a guerra no Irã, Taiwan, comércio, tarifas e inteligência artificial.
Trump deve ter pelo menos três encontros com Xi Jinping. O reencontro ocorre em um contexto diferente da última reunião, em outubro de 2025, na Coreia do Sul.
A comitiva que acompanha Trump inclui empresários da Tesla e Apple, indicando que a tecnologia também será um foco importante em Pequim.
Espera-se que temas como inteligência artificial, exportações de tecnologias e minerais de terras raras sejam discutidos.
A viagem de Trump à China, prevista para março, foi adiada devido à guerra entre EUA, Israel e Irã, que impacta a comunidade internacional.
Por isso, a guerra, que continua sem solução pacífica desde fevereiro, também deve ser discutida entre os dois líderes. Antes de partir, Trump afirmou que planeja uma "longa conversa" com Xi sobre o conflito, mesmo sem precisar de "ajuda" com o Irã.
A China, maior parceira comercial do Irã, é diretamente afetada pela crise petrolífera e Xi deve usar a influência chinesa para convencer Trump a firmar um acordo com o Irã.



