
Dólar em alta ante ao real com elevação do petróleo e tensão EUA-Irã (Foto: Instagram)
O dólar operava em alta nesta segunda-feira (11/5), influenciado por um novo aumento nos preços do petróleo internacional e pela tensão na guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.
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No fim de semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, desanimou as expectativas mais otimistas sobre o término dos conflitos ao considerar uma proposta de paz do Irã como "inaceitável".
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No cenário interno, investidores aguardam os resultados financeiros da Petrobras referentes ao primeiro trimestre de 2026, que serão divulgados após o fechamento do mercado.
DÓLAR
- Às 9h06, a moeda norte-americana subia 0,16%, sendo negociada a R$ 4,903.
- Na última sexta-feira (8/5), o dólar encerrou a sessão com queda de 0,59%, cotado a R$ 4,894, o menor valor desde janeiro de 2024.
- Com esse desempenho, a moeda dos EUA acumula perdas de 1,16% em maio e de 10,83% frente ao real em 2026.
IBOVESPA
- As negociações do Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), começam às 10h.
- Na última sessão, o índice fechou com alta de 0,49%, aos 184,1 mil pontos.
- Com esse resultado, a Bolsa brasileira acumula queda de 1,71% no mês e valorização de 14,26% no ano.
TRUMP: PROPOSTA DO IRÃ É “INACEITÁVEL”
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou no domingo (10/5) que a resposta do Irã à proposta americana para encerrar a guerra no Oriente Médio foi "totalmente inaceitável".
“Acabei de ler a resposta dos chamados ‘representantes’ do Irã. Não gostei. Totalmente inaceitável”, escreveu Trump nas redes sociais.
O Irã enviou sua resposta ao plano dos EUA para encerrar o conflito, em negociações mediadas pelo Paquistão.
De acordo com a agência iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, a resposta persa exige o fim imediato da guerra em todas as frentes e garantias de não agressão futura contra o Irã.
O documento iraniano também demanda a retirada das sanções dos EUA contra o petróleo do país e o fim do bloqueio naval norte-americano a navios que acessam portos do Irã.
O comunicado da agência não menciona o programa nuclear iraniano. Uma das exigências dos EUA seria a suspensão do enriquecimento de urânio pelo Irã.
PREÇOS DO PETRÓLEO SOBEM
Os preços do petróleo internacional voltaram a subir nesta segunda-feira, um dia após as declarações de Trump.
Por volta das 8h15 (horário de Brasília), o contrato futuro para junho do barril de petróleo tipo WTI subia 2,71%, cotado a US$ 98,01.
No mesmo horário, o contrato futuro para julho do petróleo tipo brent registrava alta de 2,65%, a US$ 103,97.
Na sessão de sexta-feira (8/5), o petróleo fechou em alta. O barril tipo WTI para junho subiu 0,64%, a US$ 95,42, enquanto o brent para julho avançou 1,23%, a US$ 101,29.
IRÃ ENTREGOU PROPOSTA A AUTORIDADES DO PAQUISTÃO
A resposta iraniana foi entregue a autoridades do Paquistão que atuam na mediação do conflito. Segundo a mídia estatal, as negociações atuais focam na cessação das hostilidades na região.
As negociações para encerrar o conflito avançam em meio ao aumento da tensão entre os EUA e o Irã, principalmente na região do Estreito de Ormuz. Na última semana, ataques militares foram registrados próximos a uma das rotas marítimas mais estratégicas para o transporte de petróleo e gás.
No sábado (9/5), a Guarda Revolucionária do Irã ameaçou um "forte ataque" contra equipamentos militares dos EUA caso embarcações iranianas sofram novas "agressões".
O presidente dos EUA, Donald Trump, provocou em uma rede social usando imagens geradas por inteligência artificial. As publicações mostravam navios afundados com a legenda "Marinha iraniana".
A guerra entre EUA, Israel e Irã começou em 28 de fevereiro. Em 8 de abril, Teerã e Washington acordaram um cessar-fogo mediado pelo Paquistão.
PETROBRAS DIVULGA RESULTADOS
No cenário doméstico, investidores estão atentos à última semana da temporada de balanços corporativos do primeiro trimestre. O destaque desta segunda-feira é o balanço da Petrobras, uma das duas empresas com maior impacto no mercado brasileiro de ações.
Segundo as projeções de mercado, a Petrobras deve apresentar resultados compatíveis com o relatório de produção e vendas e os números operacionais divulgados em 30 de abril.
Analistas esperam números positivos, principalmente em relação ao Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e aos dividendos.
Os dividendos são a parte do lucro líquido que uma empresa distribui aos acionistas. Também são chamados de dividendos os rendimentos distribuídos regularmente por fundos imobiliários aos cotistas.



