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quarta-feira, setembro 16, 2026

Dólar se mantém estável e Bolsa despenca com impasse nas negociações EUA-Irã

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Notas de dólar sob lupa ilustram leve alta da moeda frente ao real (Foto: Instagram)

Nesta quinta-feira (7/5), o dólar teve uma leve alta de 0,05% em relação ao real, sendo cotado a R$ 4,92. A variação foi pequena, indicando estabilidade no câmbio. A moeda americana se manteve no menor nível desde fevereiro de 2024, ou seja, há 27 meses.

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O principal índice da Bolsa brasileira, o Ibovespa, registrou uma queda acentuada de 2,38%, fechando em 183.218,26 pontos. Esse desempenho foi influenciado pela baixa nas ações de grandes empresas e bancos, revertendo parcialmente a alta de 0,50% do dia anterior.

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Após momentos de otimismo na véspera, os mercados globais voltaram a enfrentar incertezas devido ao impasse nas negociações sobre o fim da guerra entre Estados Unidos e Irã. Nesta quinta-feira, não houve avanços claros nas conversas entre os dois países.

Os contratos futuros de petróleo também caíram no mercado mundial. O barril do Brent, referência internacional, teve redução de 1,19%, custando US$ 100,06. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência no mercado americano, caiu 0,28%, para US$ 94,81 por barril.

Mesmo com a queda nos preços do petróleo, as bolsas europeias não se animaram. Os principais índices do continente fecharam em baixa, revertendo os ganhos da véspera. O Stoxx 600 caiu 1,02%, o FTSE 100 de Londres perdeu 1,55%, o DAX de Frankfurt recuou 1,02% e o CAC 40 de Paris desvalorizou 1,17%.

Em Wall Street, os principais índices também fecharam em baixa. O S&P 500 caiu 0,38%, o Dow Jones recuou 0,63% e o Nasdaq, que concentra ações de tecnologia, teve baixa de 0,13%.

A queda do Ibovespa foi influenciada pelo mau desempenho de ações de grande peso no índice. As ações preferenciais do Bradesco, por exemplo, caíram 3,89%, sendo cotadas a R$ 18,52.

No balanço do primeiro trimestre, divulgado nesta quinta-feira, o Bradesco apresentou um lucro líquido recorrente de R$ 6,8 bilhões, um aumento de 16,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, analistas levantaram dúvidas sobre a qualidade do crédito nas demonstrações financeiras.

Outros grandes bancos também tiveram queda. As ações do Itaú caíram 2,72% e as do Santander, 3,10%. As ações da Petrobras (-1,88%) e da Vale (-1,43%) também registraram perdas no pregão.

A leve alta do dólar no Brasil também foi observada no mercado internacional. O índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subiu 0,15%, alcançando 98,18 pontos.

De acordo com Bruno Perri, da Forum Investimentos, a sessão foi marcada por pregões negativos no exterior, com mercados aguardando o desenrolar das negociações entre Estados Unidos e Irã. “A Bolsa brasileira, no entanto, caiu de forma mais acentuada, refletindo o impacto da queda no preço do petróleo sobre empresas do setor, especialmente a Petrobras, que tem grande peso no índice”, afirma.

Perri também destaca que a "frustração com os números do Bradesco, outro peso pesado do Ibovespa, derrubou as ações do banco, afetando o setor como um todo, que tem grande relevância no Ibovespa".

Para Perri, a reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, nos Estados Unidos, até agora, “não impactou o mercado”, embora os comentários iniciais do líder americano indiquem que o encontro foi positivo.

“Já o dólar praticamente não se moveu”, diz o analista. “É difícil atribuir grandes causas quando o movimento não tem uma direção clara, mas a variação está em linha com o DXY. A curva de juros fechou em queda devido à redução nos preços do petróleo, que, se continuarem a cair, podem favorecer cortes na taxa Selic este ano.”

Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, observa que o dólar operou próximo da estabilidade, com leve viés de alta, em um ambiente de cautela.

“A expectativa crescente de um acordo entre EUA e Irã e o petróleo Brent próximo de US$ 100 ajudaram a aliviar algumas preocupações do mercado, embora o impasse geopolítico ainda não tenha uma solução definitiva”, afirma.

Para Shahini, a reunião entre Lula e Trump não passou despercebida. “No cenário local, o encontro contribuiu para um ambiente de menor volume e uma postura mais defensiva dos investidores”, conclui.

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