
Cédulas de 100 reais e 100 dólares lado a lado, simbolizando a oscilação cambial. (Foto: Instagram)
O dólar se mantém próximo da estabilidade nesta quinta-feira (7/5), enquanto o mercado financeiro analisa a reunião entre os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. Durante o encontro, os líderes devem debater diversos temas, incluindo questões comerciais, terras raras e o combate a organizações criminosas.
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O mercado de câmbio e ações também é impactado pelo conflito entre EUA e Irã no Oriente Médio. Nos últimos dias, o otimismo dos investidores aumentou em relação a um possível fim da guerra, com as negociações diplomáticas entre os dois países avançando em direção a um acordo de paz.
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DÓLAR
- Às 15h17, o dólar caía 0,01%, cotado a R$ 4,921, praticamente estável.
- Mais cedo, às 12h30, a moeda norte-americana subia 0,02%, negociada a R$ 4,922.
- A cotação máxima do dia foi de R$ 4,931, enquanto a mínima foi de R$ 4,896.
- No dia anterior, o dólar encerrou com leve alta de 0,17%, a R$ 4,921, próximo da estabilidade.
- Com isso, a moeda dos EUA acumula perdas de 0,63% no mês e de 10,35% no ano frente ao real.
IBOVESPA
- O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em forte queda.
- Às 15h21, o índice caía 2,26%, aos 183,4 mil pontos.
- No dia anterior, o índice fechou em alta de 0,5%, aos 187,6 mil pontos.
- A Bolsa brasileira acumula valorização de 0,2% em maio e de 16,49% em 2026.
LULA E TRUMP NA CASA BRANCA
O presidente dos EUA, Donald Trump, recebe nesta quinta-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Casa Branca, em Washington, para discutir assuntos bilaterais de interesse mútuo. O governo brasileiro está dividido quanto às expectativas para o encontro. Uma ala defende cautela ao abordar temas sensíveis, como a possível classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas.
O governo dos EUA considera essa possibilidade, mas o Palácio do Planalto rejeita a ideia, temendo interferências externas. Apesar de o combate ao crime organizado ser uma prioridade de Lula, o tema do terrorismo não deve ser abordado espontaneamente. Auxiliares avaliam que há um grupo dentro do Departamento de Estado dos EUA que pressiona por ações mais duras contra o Brasil, mas essa posição não reflete necessariamente a visão de todo o governo dos EUA ou de Trump.
Outro setor do governo brasileiro, ligado à diplomacia, descarta a possibilidade de comportamento imprevisível de Trump ou constrangimento público ao presidente brasileiro. Fontes acreditam que não há sinais de preparação para um cenário hostil, como já ocorreu em encontros com outros líderes. Para esse grupo, a cooperação bilateral no combate ao crime é histórica e consolidada, e os países devem discutir formas de ampliá-la.
O QUE TRUMP ESPERA DE LULA
O encontro entre Lula e Trump ocorre em um momento em que a relação entre Brasil e EUA reflete disputas de poder e reorganização da ordem internacional. Analistas veem o encontro como parte de uma tentativa de Trump de reposicionar a influência dos EUA na América Latina e garantir insumos essenciais.
Do ponto de vista dos EUA, o encontro é uma oportunidade estratégica em várias frentes. O principal interesse é um acordo envolvendo minerais críticos e terras raras, essenciais para semicondutores, inteligência artificial e transição energética. O Brasil possui a segunda maior reserva mundial desses minerais, e os EUA querem reduzir a dependência da China.
Outro ponto sensível é o comércio e a regulação econômica. Washington critica práticas brasileiras em áreas como etanol, serviços digitais e sistemas financeiros como o Pix. O governo Trump acompanha de perto o avanço de empresas brasileiras como a JBS nos EUA, alimentando pressões protecionistas. Há também uma dimensão estratégica: o monitoramento de fluxos financeiros e digitais, parte de uma lógica de competição global onde segurança econômica e política externa estão interligadas.
PREÇOS DO PETRÓLEO SEGUEM EM QUEDA
Com a guerra no Oriente Médio no radar, os preços do petróleo continuavam em baixa nesta quinta-feira, impulsionados pelo otimismo de um possível acordo de paz entre EUA e Irã. Às 8h35, o contrato futuro para junho do petróleo WTI caía 3,58%, a US$ 91,68. No mesmo horário, o contrato do brent para julho recuava 3,02%, a US$ 98,21.
Na quarta-feira, o petróleo já havia fechado em queda. O barril do WTI para junho caiu 7,03%, a US$ 95,08, enquanto o brent para julho cedeu 7,83%, a US$ 101,27.
TRUMP: GUERRA VALERIA A PENA MESMO COM PETRÓLEO A US$ 200
Na quarta-feira, Trump afirmou que a guerra contra o Irã "teria valido a pena" mesmo se o petróleo tivesse chegado a US$ 200 ou US$ 250 por barril. "O preço poderia ter chegado a US$ 200, US$ 250, mas agora está em US$ 100. Mesmo que tivesse chegado a US$ 200, teria valido a pena", disse.
A declaração ocorre em meio às negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio e uma forte queda dos preços do petróleo. Para Trump, os custos econômicos da escalada militar são justificáveis diante dos objetivos estratégicos dos EUA. Ele associou o conflito ao controle das rotas energéticas globais e à contenção do programa nuclear iraniano.
O presidente dos EUA também revelou encontros com executivos da Chevron e ExxonMobil, discutindo a expansão das operações na Venezuela e os impactos da guerra no setor energético.
IRÃ CONFIRMA NEGOCIAÇÕES, MAS NEGA DISCUSSÃO NUCLEAR
O Irã confirmou negociações para encerrar a guerra com os EUA, mas negou discussões nucleares nesta fase. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, disse que o Irã analisa uma proposta dos EUA. O jornal Axios informou que os países se aproximam de um acordo que incluiria uma moratória sobre o enriquecimento de urânio pelo Irã, em troca da suspensão de sanções dos EUA e liberação de ativos iranianos.
O porta-voz iraniano afirmou que a reportagem inclui "exigências excessivas e irrealistas" negadas pelo Irã. Trump publicou que a guerra terminará se o Irã "ceder o que foi acordado", mas ameaçou bombardear o Irã "mais intensamente" caso não concordem. O Axios, citando fontes, afirma que um acordo está mais próximo do que nunca. A Reuters confirma a informação.



