O governo federal anunciou nesta quinta-feira que cidadãos da China não precisarão mais de visto para entrar no Brasil em viagens de curta duração. A medida passa a valer na próxima segunda-feira, 11 de maio.
O anúncio foi feito pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que ocupa interinamente a Presidência da República durante a viagem de Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos.
Segundo Alckmin, a decisão já foi publicada no Diário Oficial da União e integra um acordo de reciprocidade entre Brasil e China.
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“A partir do dia 11 de maio, não precisa mais ninguém da China ter visto”, afirmou o presidente em exercício durante a abertura do Salão do Turismo 2026, realizado em Fortaleza.
Com a mudança, brasileiros também deixam de precisar de visto para viagens à China em categorias de curta duração, incluindo:
- turismo;
- negócios;
- visitas familiares;
- intercâmbio;
- trânsito internacional.
A isenção vale para permanências de até 30 dias.
O acordo havia sido acertado entre Xi Jinping e Lula no início deste ano. Segundo o governo brasileiro, a medida busca fortalecer o turismo, os negócios e a circulação de pessoas entre os dois países.
Durante o anúncio, Alckmin destacou o potencial do mercado chinês para o turismo brasileiro. De acordo com ele, o número de turistas chineses no Brasil cresceu 35% no último ano.
“Estamos falando do segundo país mais populoso do mundo, com 1,3 bilhão de pessoas”, declarou.
Além da flexibilização dos vistos, o governo também anunciou a liberação de R$ 826 milhões em crédito para o setor turístico por meio do Fungetur, com juros de 9% ao ano e garantia do Fundo de Garantia de Operações.
O Salão do Turismo 2026 segue até sábado e reúne representantes dos 26 estados e do Distrito Federal, com atrações culturais, gastronomia, pacotes de viagem, palestras e debates sobre o desenvolvimento do turismo nacional.
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