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quarta-feira, setembro 16, 2026

Banco Central lança plano de integridade para evitar “relacionamentos inapropriados”

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O Banco Central do Brasil divulgou nesta quinta-feira um novo Plano de Integridade com vigência entre 2026 e 2027. O documento estabelece 36 ações voltadas ao fortalecimento da ética institucional, prevenção de conflitos de interesse e monitoramento interno, em meio aos desdobramentos do chamado Caso Master.

Entre as medidas previstas, uma das que mais chamaram atenção envolve a criação de mecanismos para evitar a “formação de relacionamentos inapropriados” entre servidores do BC e instituições supervisionadas pela autarquia.

Segundo o documento, o órgão pretende avaliar critérios para promover a alternância de funções e postos de trabalho em áreas consideradas sensíveis, especialmente aquelas ligadas à fiscalização bancária e à relação com entidades reguladas.

A proposta prevê:

  • Rotação de servidores em posições estratégicas
  • Mitigação de conflitos de interesse
  • Redução de vínculos prolongados com instituições supervisionadas
  • Monitoramento de possíveis relações inadequadas com partes interessadas e prestadores de serviço

A implementação dessa medida está prevista para ocorrer entre julho e dezembro deste ano.

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O novo plano foi anunciado poucos meses após o afastamento de dois servidores ligados à área de fiscalização do Banco Central. Segundo investigações internas, ambos teriam mantido relações diretas com o banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, instituição que entrou em liquidação extrajudicial em novembro de 2025 após suspeitas envolvendo venda de títulos fraudulentos.

Os servidores afastados foram:

  • Paulo Sérgio Neves de Sousa, ex-diretor de fiscalização do BC
  • Bellini Santana, ex-chefe de departamento da supervisão bancária

De acordo com as apurações, os dois participariam de conversas sobre estratégias do Banco Master diante da própria autoridade supervisora.

O Banco Central afirma que o plano está estruturado em três pilares principais:

  • princípios de integridade pública;
  • diretrizes de comportamento esperado;
  • ações práticas implementadas em ciclos bienais.

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Os sete eixos do programa incluem:

  • transparência;
  • ética e comunicação;
  • treinamento de servidores;
  • práticas de integridade nos processos internos;
  • tratamento de denúncias;
  • responsabilização;
  • monitoramento contínuo.

Segundo o BC, o plano anterior, válido entre 2024 e 2025, previa 37 ações. Dessas, 29 foram concluídas, três acabaram canceladas e cinco foram prorrogadas para o novo ciclo.

O documento também reforça treinamentos voltados à ética pública, atividade correcional e prevenção de conflitos de interesse, além da participação do Banco Central em fóruns externos ligados à integridade e governança institucional.

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