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quarta-feira, setembro 16, 2026

Estudo liga padrões de masculinidade a maior impacto ambiental e reacende debate global

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Um estudo internacional publicado na revista Norma: International Journal for Masculinity Studies levantou uma discussão ampla sobre o impacto ambiental de certos padrões culturais ligados à masculinidade. Segundo os pesquisadores, hábitos frequentemente associados ao comportamento masculino podem contribuir para níveis mais elevados de emissão de carbono e consumo de recursos naturais.

A pesquisa reuniu mais de 20 cientistas de 13 países e analisou como fatores culturais influenciam escolhas relacionadas à alimentação, transporte, consumo e posicionamentos sobre sustentabilidade.

Os autores identificaram um padrão recorrente: homens, em média, apresentam uma pegada de carbono maior do que mulheres. Entre os fatores apontados estão maior consumo de carne — especialmente carne vermelha —, uso mais intenso de automóveis, viagens frequentes e hábitos de consumo com maior gasto energético.

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Um dos estudos citados no levantamento, realizado na França com cerca de 15 mil participantes, indicou que homens podem emitir até 26% mais poluentes do que mulheres em áreas relacionadas a alimentação e transporte.

Além do comportamento individual, os pesquisadores destacam aspectos culturais. Em alguns contextos, práticas sustentáveis — como reduzir o consumo de carne, optar por meios de transporte alternativos ou adotar hábitos ecológicos — ainda podem ser vistas como incompatíveis com modelos tradicionais de masculinidade.

O estudo também aponta que homens continuam predominando em setores econômicos de alto impacto ambiental, como indústria pesada, mineração e atividades extrativistas, o que amplia a relação entre gênero e emissões de carbono em escala estrutural.

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Apesar das conclusões, os próprios autores fazem ressalvas. A pesquisa não afirma que homens sejam, por definição, prejudiciais ao meio ambiente, mas sugere que determinados comportamentos incentivados socialmente podem resultar em impactos ambientais mais intensos.

Os pesquisadores também destacam que iniciativas ligadas à sustentabilidade e à ação climática contam com participação crescente de homens em diferentes países, mostrando que padrões culturais podem mudar ao longo do tempo.

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