Uma pequena lontra treinada para operações de busca e resgate vem chamando atenção nos Estados Unidos por desempenhar um papel incomum em investigações policiais. Chamada Splash, a lontra-da-unha-curta-asiática ajudou recentemente a localizar restos mortais ligados a um caso de homicídio ocorrido há mais de 30 anos.
Com apenas dois anos, o animal já acumula experiência em mais de 30 missões aquáticas e participou de ao menos oito descobertas consideradas importantes pelas equipes de resgate. Splash integra a organização Peace River K-9 Search and Rescue Team, especializada em buscas por desaparecidos e investigações submersas.
O responsável pelo treinamento é Michael Hadsell, que trabalha há décadas com cães farejadores. A ideia de treinar uma lontra surgiu após ele estudar as habilidades naturais desses animais para caçar em ambientes aquáticos.
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Segundo Hadsell, o processo exigiu métodos diferentes dos usados com cães. Em vez de focar apenas no olfato, o treinamento explora principalmente a sensibilidade extrema das vibrissas — os bigodes das lontras — capazes de detectar pequenas vibrações e movimentos na água, mesmo em ambientes escuros ou turvos.
Durante as buscas, Splash utiliza uma técnica curiosa: libera bolhas na água e depois as recolhe, o que ajuda a captar partículas presentes no ambiente. Quando identifica algo relevante, muda imediatamente de comportamento, nadando em círculos e emitindo sons específicos para alertar a equipe.
O trabalho da lontra ocorre em conjunto com cães farejadores. Primeiro, os cães fazem uma varredura na superfície; depois, Splash mergulha para investigar áreas mais precisas no fundo da água.
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Além das missões, o animal leva uma rotina doméstica ao lado do treinador e dos cães da equipe. Criada desde filhote por Hadsell, a lontra circula livremente pela casa e convive diariamente com os outros animais.
Para o treinador, Splash se tornou mais do que um experimento incomum. “Ele já é um membro da equipe”, afirmou em entrevista à revista Discover.
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