
Dólar estável perto dos R$5,00 com olhar voltado às negociações entre EUA e Irã (Foto: Instagram)
O dólar operava próximo à estabilidade nesta quarta-feira (15/4), enquanto o mercado financeiro acompanha as negociações entre Estados Unidos e Irã sobre o possível fim da guerra no Oriente Médio.
++ Comissária é lançada a 90 metros após colisão de avião nos EUA e sobrevive
Em entrevista a uma emissora de TV que será exibida hoje, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o conflito com o Irã está "perto do fim". No início da semana, Trump anunciou o bloqueio do Estreito de Ormuz, aumentando as tensões na região.
++ Universitária descobre tumor cerebral após sintomas serem atribuídos ao estresse
Ormuz é um canal estratégico entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, sendo crucial para o transporte de cerca de 20% a 30% do petróleo mundial e grande parte do gás natural liquefeito. O estreito é vital para a economia global.
No cenário nacional, investidores analisam uma nova pesquisa eleitoral da Quaest, que mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um possível segundo turno. Ambos estão tecnicamente empatados.
DÓLAR
- Às 9h10, o dólar subia 0,13%, cotado a R$ 5,00, praticamente estável.
- Na véspera, a moeda americana caiu 0,07%, a R$ 4,993, menor valor em mais de dois anos.
- O dólar acumula perdas de 3,58% em abril e 9,02% em 2026 frente ao real.
IBOVESPA
- As negociações do Ibovespa começam às 10 horas.
- No dia anterior, o índice subiu 0,33%, alcançando 198.657,33 pontos, novo recorde.
- A Bolsa brasileira acumula ganhos de 6,03% no mês e 23,37% no ano.
GUERRA ESTÁ “MUITO PERTO DO FIM”, DIZ TRUMP
O presidente Donald Trump afirmou que a guerra contra o Irã está "muito perto" do fim. "Acho que está perto do fim, sim. Vejo que está muito perto de terminar", declarou Trump à Fox Business.
Apesar disso, Trump destacou que o conflito ainda não acabou. "Se eu desistisse agora, eles levariam 20 anos para reconstruir aquele país. E ainda não terminamos. Veremos o que acontece. Acho que eles querem muito fechar um acordo."
As negociações entre EUA e Irã devem ser retomadas na quinta-feira (16/4), após uma tentativa de acordo frustrada no Paquistão no último fim de semana. O impasse é sobre o programa nuclear iraniano. Sem acordo, Trump ordenou o fechamento do Estreito de Ormuz.
O The New York Times informou que o Irã propôs suspender o programa por cinco anos, mas os EUA exigem uma paralisação de 20 anos.
Na última segunda-feira (13/4), o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, declarou que cabe ao Irã dar o próximo passo para a paz. Segundo ele, as negociações "apresentaram algum progresso" em relação ao programa nuclear iraniano.
IRÃ ESTIMA PREJUÍZO BILIONÁRIO
O governo do Irã estima que os prejuízos da guerra com EUA e Israel já chegam a US$ 270 bilhões, após 45 dias de confrontos. A agência oficial iraniana Tasnim divulgou o valor na terça-feira (14/4).
A porta-voz do governo iraniano, Fatemeh Mohajerani, afirmou que o valor ainda não é definitivo. Ela explicou que esse tipo de levantamento é feito em etapas, podendo alterar a estimativa final.
O conflito começou em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel bombardearam mais de 130 cidades iranianas, atingindo alvos militares e nucleares. Entre os mortos está o líder supremo do Irã, Ali Khamenei.
Em resposta, o Irã atacou bases americanas e aliados na região, incluindo Bahrein, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.
A Sociedade do Crescente Vermelho do Irã informou que mais de 125 mil estruturas foram destruídas ou seriamente danificadas em ataques aéreos em áreas residenciais.
O governo iraniano disse ainda que discute reparações de guerra nas negociações diplomáticas. O tema foi abordado por representantes iranianos e americanos em conversas mediadas pelo Paquistão, realizadas no último sábado (11/4), em Islamabad.
PETRÓLEO AVANÇA, MAS OPERA ABAIXO DE US$ 100
Os preços do petróleo subiram nesta quarta-feira (15/4), mas permanecem abaixo dos US$ 100 após novas declarações de Trump sobre o possível fim da guerra contra o Irã.
Por volta das 8h15 (horário de Brasília), o contrato de maio do petróleo WTI subia 1,42%, a US$ 92,58.
No mesmo horário, o contrato de junho do brent subia 1,36%, a US$ 96,08.
Na véspera, o WTI caiu 7,87%, a US$ 91,28, enquanto o brent recuou 4,6%, a US$ 94,79.
NOVA PESQUISA MOSTRA FLÁVIO À FRENTE DE LULA NO 2º TURNO
Pesquisa da Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira indica que o senador Flávio Bolsonaro (PL) supera numericamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual 2º turno. Os números mostram um empate técnico: 42% para Flávio e 40% para Lula.
Na pesquisa anterior, de março, ambos candidatos estavam numericamente empatados, com 41% das intenções de voto no segundo turno.
No cenário de 1º turno, Lula tem 37%, Flávio 32%, Ronaldo Caiado (PSD) 6% e Romeu Zema (Novo) 3%. Indecisos são 5%, e 11% votariam em branco, nulo ou não votariam. Dos entrevistados, 57% dizem que sua escolha é definitiva e 43% podem mudar.
Além de Flávio, a Genial/Quaest testou Lula contra outros oponentes: Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e Augusto Cury.
Lula venceria os quatro no segundo turno. O melhor resultado contra ele é de Zema, com 36% contra 43% de Lula – diferença de 7 pontos.
Contra Caiado, a diferença é de 8 pontos: 43% de Lula e 35% de Caiado. Renan Santos teria 24% e Lula 44%; Augusto Cury 23% e Lula 44%.
A pesquisa também mostra que 52% desaprovam a administração de Lula, enquanto 43% aprovam. Os números são semelhantes ao levantamento de março, quando Lula teve 51% de desaprovação e 44% de aprovação.
A Genial/Quaest realizou a pesquisa entre 9 e 13 de abril de 2026, entrevistando 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país. O intervalo de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos percentuais.
O levantamento está registrado no TSE sob o código BR-09285/2026.



