O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a se posicionar sobre o cenário internacional em meio à escalada de tensões no Oriente Médio. Em entrevista nesta terça-feira (14), o petista fez críticas ao governo de Israel, comentou a relação com os Estados Unidos e manifestou apoio ao papa Leão XIV diante de ataques recentes.
Ao falar sobre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Lula adotou um tom duro e chegou a afirmar que o líder israelense “faz mal à humanidade”. O presidente também revelou que seu governo considerou romper relações diplomáticas com Israel, mas optou por cautela.
“Eu pensei em romper relações, mas a gente precisa ter cuidado, a gente não pode tomar nenhuma atitude precipitada porque depois dificulta você voltar atrás”, declarou.
Relações sob tensão
Brasil e Israel vivem um dos momentos mais delicados da relação bilateral nas últimas décadas. A troca de críticas e a retirada de embaixadores evidenciam o desgaste diplomático, intensificado após declarações do presidente brasileiro sobre o conflito em Gaza.
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Eleições e influência externa
Questionado sobre uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras, Lula afirmou não ter preocupação com o tema — e chegou a dizer que uma eventual ação do presidente Donald Trump poderia até favorecê-lo politicamente.
“Receio eu não tenho. Eu acho que ele me ajudaria muito se ele fizesse isso”, afirmou.
O presidente também criticou o que classificou como tentativas de interferência em processos eleitorais de outros países e mencionou articulações políticas envolvendo aliados brasileiros no exterior.
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Apoio ao papa em meio à crise
Lula ainda saiu em defesa do papa Leão XIV, alvo recente de críticas de Trump. O presidente brasileiro reforçou que o líder da Igreja Católica não deve se intimidar diante das declarações.
“Queria aproveitar sua pergunta para ser solidário a ele. Está correta a crítica que ele fez ao presidente Trump. Ninguém precisa ter medo de ninguém”, disse.
As declarações ocorrem em um momento de crescente tensão global, com conflitos armados, disputas políticas e pressões econômicas influenciando diretamente a diplomacia internacional e o posicionamento de líderes ao redor do mundo.
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