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quarta-feira, setembro 16, 2026

Tensão no Golfo faz petróleo disparar e voltar ao patamar de US$ 100

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O mercado internacional de petróleo iniciou a semana em forte alta, impulsionado pelo agravamento das tensões no Oriente Médio. A decisão dos Estados Unidos de preparar um bloqueio naval contra o Irã levou o barril novamente à casa dos US$ 100, reacendendo preocupações sobre oferta global e estabilidade econômica.

Os contratos do Brent avançaram mais de 7%, ultrapassando os US$ 102 por barril, enquanto o WTI, referência nos Estados Unidos, também registrou salto semelhante, superando os US$ 104. O movimento ocorre após dias de negociações frustradas entre Washington e Teerã para encerrar o conflito na região.

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Estreito de Ormuz no centro da crise

O foco das atenções está no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo. A possível restrição ao tráfego de navios ligados ao Irã aumentou o temor de interrupções no fluxo global da commodity.

O presidente Donald Trump afirmou que a Marinha norte-americana iniciaria operações para controlar embarcações com origem ou destino a portos iranianos. A medida amplia a incerteza em torno de um cessar-fogo considerado frágil e coloca em risco o abastecimento energético.

Segundo o Comando Central dos EUA, o bloqueio será aplicado a embarcações que operem diretamente com o Irã, sem interferir na navegação de navios destinados a outros países. Ainda assim, a simples ameaça já impacta o comportamento do mercado.

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Reação imediata do mercado e dos navios

Dados de navegação indicam que petroleiros começaram a evitar a região antes mesmo da implementação efetiva do bloqueio. O movimento reduz a circulação em um corredor essencial para o escoamento de petróleo do Golfo, elevando ainda mais a pressão sobre os preços.

Autoridades iranianas reagiram com firmeza. Integrantes da Guarda Revolucionária alertaram que qualquer aproximação militar ao estreito poderá ser interpretada como violação do cessar-fogo e respondida de forma rigorosa.

Analistas avaliam que, caso a medida seja plenamente executada, o mercado físico pode rapidamente se alinhar aos preços futuros — cenário que já levou alguns tipos de petróleo a negociações próximas de US$ 150 por barril.

Além disso, o próprio Trump reconheceu que a escalada pode ter efeitos internos, admitindo que os preços de combustíveis podem permanecer elevados até as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.

O episódio reforça como fatores geopolíticos continuam sendo determinantes para o mercado de energia, com impactos diretos sobre inflação, custos logísticos e economia global.

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