As expectativas para a inflação no Brasil continuam em trajetória de alta. Pela quinta semana seguida, analistas do mercado financeiro elevaram a projeção para o IPCA, que agora deve encerrar 2026 em 4,71%, acima do teto da meta estabelecida.
Os dados constam no relatório Focus, divulgado pelo Banco Central do Brasil, e refletem um ambiente de maior incerteza global, especialmente após o agravamento das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã.
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Pressões externas influenciam cenário
O aumento nas projeções ocorre em meio à escalada de conflitos no Oriente Médio, que tem impactado diretamente o preço de commodities estratégicas, como o petróleo. Esse movimento tende a pressionar custos globais e, consequentemente, os índices de preços no Brasil.
Apesar da revisão para cima na inflação, o mercado manteve estáveis as expectativas para a taxa básica de juros, a Selic, que deve fechar o ano em 12,50%. Já o crescimento econômico segue projetado em 1,85% para 2026, indicando um ritmo moderado da atividade.
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Câmbio e projeções futuras
No câmbio, a expectativa foi levemente revisada para baixo. A previsão é de que o dólar encerre o ano em R$ 5,37, com projeções de R$ 5,40 em 2027 e R$ 5,46 em 2028.
Para os anos seguintes, o cenário inflacionário também passou por ajustes. A estimativa para 2027 subiu para 3,91%, enquanto a projeção para 2028 foi mantida em 3,60%.
O relatório divulgado considera dados coletados até a última sexta-feira, antes do agravamento mais recente das tensões internacionais. Ainda assim, os números já indicam um ambiente desafiador, com riscos inflacionários elevados e dependência crescente de fatores externos para a condução da política econômica.
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