
Cédulas de dólar: queda de 1,02% leva moeda a R$ 5,01, menor valor desde março (Foto: Instagram)
Nesta sexta-feira (10/4), o dólar registrou uma queda de 1,02% em relação ao real, atingindo R$ 5,01, o menor valor desde março de 2024. Este foi o terceiro declínio consecutivo da moeda americana.
++ Comissária é lançada a 90 metros após colisão de avião nos EUA e sobrevive
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), também registrou sua terceira alta consecutiva, alcançando novos recordes. Na sexta-feira, o índice subiu 1,12%, fechando em 197.323,87 pontos.
++ Universitária descobre tumor cerebral após sintomas serem atribuídos ao estresse
Com esse resultado, o índice superou a marca histórica de 195.129,25 pontos atingida na véspera. Além disso, às 11h02, o Ibovespa alcançou 197.553,64 pontos, rompendo a barreira histórica de 195.508,61 pontos durante a sessão, também atingida no dia anterior.
Mais uma vez, o desempenho dos mercados de câmbio foi influenciado pela situação no Oriente Médio. O otimismo dos investidores retornou com o anúncio de cessar-fogo, além da notícia de que Estados Unidos e Irã se preparam para iniciar novas negociações neste fim de semana, no Paquistão.
Nesse cenário, o preço do petróleo fechou em baixa. O barril de Brent, referência internacional, caiu 0,75%, sendo negociado a US$ 95,20. Já o West Texas Intermediate (WTI), que referencia o preço nos Estados Unidos, recuou 1,33%, para US$ 96,57. Na semana, o Brent acumulou queda de 12,68% e o WTI, de 13,42%.
INFLAÇÃO
Nesta sexta-feira, os investidores também acompanharam a divulgação de novos dados sobre a inflação no Brasil e nos Estados Unidos. Nos EUA, o índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,9% em abril, o maior aumento desde junho de 2022, quando os preços dispararam com a guerra entre Rússia e Ucrânia.
No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,88% em março em relação a fevereiro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em termos anuais, o IPCA teve alta de 4,14%.
Os números superaram as expectativas do mercado, que esperavam aumentos de 0,77% mensalmente e de 4% em 12 meses. Com essas informações, os juros futuros subiram na tarde desta sexta-feira, com aumentos de até 0,2 ponto percentual.
DIFERENCIAL DE JUROS
Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, comentou que o dólar caiu pelo terceiro dia consecutivo, impulsionado pela combinação de alívio geopolítico externo e suporte ao real.
“No exterior, o avanço das negociações entre EUA e Irã reduziu o prêmio de risco global e enfraqueceu a demanda por proteção”, afirmou. “Nos EUA, o CPI veio em linha com as expectativas, com núcleos mais fracos, o que não alterou a trajetória de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) precificados apenas para 2027.”
Além disso, Shahini destacou que, no Brasil, o IPCA acima do esperado reforçou a postura cautelosa do Banco Central. “Isso eleva o diferencial de juros projetado, sustentando o fluxo de recursos estrangeiros para a renda fixa”, disse. “Esse ambiente favoreceu a entrada de capital estrangeiro também na Bolsa, amplificando a força do real.”
BOLSAS NO MUNDO
Na Europa, as bolsas apresentaram resultados variados. Em Londres, o FTSE 100 caiu 0,03%, mas acumulou alta de 1,57% na semana. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,20%, com incremento semanal de 2,97%. Em Paris, o CAC 40 avançou 0,17%, acumulando ganho de 3,73% na semana.
Em Nova York, os resultados também foram mistos. O S&P 500 e o Dow Jones caíram 0,12% e 0,56%, respectivamente. Já o Nasdaq, que concentra ações de tecnologia, subiu 0,35%.



