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quarta-feira, setembro 16, 2026

Oncoclínicas enfrenta incerteza de continuidade devido a dívidas de R$ 2,9 bilhões

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Fachada da Oncoclínicas, rede privada de tratamento de câncer. (Foto: Instagram)

A Oncoclínicas e a empresa de auditoria Deloitte destacaram no balanço divulgado na noite de quinta-feira (9/4) uma "incerteza relevante de continuidade operacional" da rede privada de tratamento de câncer. No ano passado, a empresa apresentou um prejuízo líquido de R$ 3,67 bilhões, um aumento de 80% em relação às perdas de R$ 717 milhões registradas em 2024.

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A administração da Oncoclínicas confirmou a existência de uma incerteza significativa sobre a capacidade de manter suas operações. Eles ressaltam que a continuidade depende do sucesso nas negociações com credores, obtenção de dispensas de cláusulas contratuais ou reestruturação das obrigações financeiras, além da adequação da estrutura de capital e melhoria na geração de caixa operacional.

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No balanço, a Oncoclínicas informou que as obrigações de empréstimos, financiamentos e debêntures no passivo circulante consolidado em 31 de dezembro de 2025 somam R$ 3,2 bilhões. Deste montante, R$ 2,9 bilhões estão impactados pelo descumprimento de cláusulas contratuais.

A empresa não cumpriu duas regras financeiras dos acordos, incluindo o índice de alavancagem, que ficou em 4,27 vezes, acima do limite de 3,5 vezes, e o índice de cobertura de juros, que foi de 1,35 vez, abaixo do mínimo de 1,75 vez.

O não cumprimento das cláusulas permite que os credores exijam o pagamento antecipado das dívidas. Dos R$ 2,9 bilhões relacionados a essas cláusulas, a empresa obteve dispensas para pouco mais de R$ 1 bilhão, restando vencimentos de curto prazo de R$ 1,88 bilhão.

A Oncoclínicas está implementando um plano de negócios para atender às necessidades de capital. A empresa atribui o cenário negativo a fatores como perdas de R$ 430,8 milhões em instrumentos financeiros do Banco Master e inadimplência de R$ 861,9 milhões da Unimed FERJ.

Para a Deloitte, a continuidade da Oncoclínicas depende do sucesso na implementação de planos que incluem negociações com credores, acordos de adiamento de dívidas e captação de novos recursos ou reestruturação das obrigações financeiras.

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