A Petrobras anunciou o cancelamento de um leilão de gás liquefeito de petróleo (GLP) realizado no fim de março e informou que irá devolver valores cobrados acima do esperado aos compradores. A decisão ocorre após críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à operação.
Segundo a estatal, a anulação considera fatores como o cenário internacional — especialmente tensões no Oriente Médio — e manifestações de órgãos reguladores, como a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e a Secretaria Nacional do Consumidor.
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Como será a devolução
A Petrobras informou que a diferença de preço será calculada com base nos valores negociados no leilão e no chamado preço de paridade de importação (PPI), divulgado pela ANP para o período de referência.
Além disso, a empresa avalia aderir a um programa de subvenção ao GLP importado, criado por medida provisória. Caso isso ocorra, os valores ressarcidos poderão considerar os volumes adquiridos dentro desse programa.
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Críticas e repercussão
O leilão havia gerado reação do governo federal após a venda de gás de cozinha por valores superiores aos praticados nas refinarias. Lula classificou a operação de forma dura e afirmou que o resultado seria revisto para evitar impacto no consumidor.
“Vamos anular esse leilão, porque o povo pobre não pagará, em hipótese alguma, o preço dessa guerra”, declarou o presidente à imprensa.
A controvérsia também teve reflexos internos na companhia, incluindo mudanças na diretoria responsável pela área de comercialização.
O episódio evidencia o peso de fatores políticos e internacionais na definição de preços de combustíveis no Brasil — especialmente em um cenário de instabilidade global que pressiona custos e decisões estratégicas do setor.
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