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quarta-feira, setembro 16, 2026

Dólar recua com possível acordo entre Trump e Irã e inflação no Brasil e EUA

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Dólar em queda acompanha avanço das negociações entre EUA e Irã no Paquistão (Foto: Instagram)

Nesta sexta-feira (10/4), o dólar estava em queda, enquanto os mercados globais acompanhavam de perto as negociações entre Estados Unidos e Irã. Representantes dos dois países se reúnem no Paquistão buscando um acordo que possa encerrar o conflito no Oriente Médio, que parece mais próximo de um desfecho.

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No cenário econômico, a atenção está voltada para a divulgação dos índices de inflação nos EUA referentes a março. No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março também foi divulgado, refletindo os efeitos da guerra.

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DÓLAR

  • Às 9h05, a moeda americana caía 0,18%, sendo negociada a R$ 5,054.
  • No dia anterior, o dólar encerrou em queda de 0,78%, cotado a R$ 5,063, o menor valor em quase dois anos, desde maio de 2024.
  • Com isso, a moeda dos EUA acumula uma perda de 2,24% em abril e de 7,76% frente ao real em 2026.

IBOVESPA

  • As operações do Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), começam às 10 horas.
  • No dia anterior, o índice fechou em alta de 1,52%, atingindo 195.129,25 pontos, um novo recorde histórico.
  • A Bolsa brasileira acumula uma valorização de 2,55% no mês e de 19,31% no ano.

NEGOCIAÇÕES AVANÇAM NO PAQUISTÃO
As negociações entre EUA e Irã, que ocorrem entre esta sexta-feira e sábado (11/4), estão sob forte segurança em Islamabad, Paquistão. A cidade foi praticamente esvaziada para permitir o encontro.

Islamabad se tornou o centro da diplomacia mundial, com delegações iniciando conversas diretas para tentar encerrar uma guerra que já causou milhares de mortes e impactos econômicos globais.

A cidade foi isolada para as negociações. Áreas estratégicas, como a Zona Vermelha, foram bloqueadas, e o Hotel Serena Islamabad foi reservado para o evento. Hóspedes foram retirados e a segurança reforçada.

A delegação dos EUA é liderada pelo vice-presidente J.D. Vance, com Steve Witkoff e Jared Kushner. Pelo Irã, participam o chanceler Abbas Araghchi e o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf.

A presença do vice de Donald Trump é vista como um sinal de maior disposição dos EUA para negociar, diante da desconfiança iraniana em relação a rodadas anteriores.

“É MELHOR QUE PAREM AGORA”
Na véspera, o tom foi diferente. Na noite de quinta-feira, Donald Trump alertou o Irã após relatos de que o país estaria cobrando taxas de petroleiros no Estreito de Ormuz.

“Há relatos de que o Irã está cobrando taxas de petroleiros que atravessam o Estreito de Ormuz. É melhor que não estejam fazendo isso e, se estiverem, é melhor que parem agora!”, escreveu em publicação na Truth Social.
Trump também criticou a atuação iraniana na região, sugerindo que Teerã não está cumprindo o acordo de cessar-fogo. “O Irã está fazendo um trabalho muito ruim, desonroso, alguns diriam, em sua liberação da passagem do petróleo pelo Estreito de Ormuz. Isso não é o acordo que temos!”, completou.

“O TEMPO ESTÁ SE ESGOTANDO”
Também na quinta-feira, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que “o tempo está se esgotando” no contexto do frágil cessar-fogo no Oriente Médio e alertou para respostas “firmes” caso o acordo seja violado.

Em mensagem nas redes sociais, Ghalibaf reforçou que o Líbano é parte “inseparável” do cessar-fogo, alinhando-se à posição do Irã de que o acordo inclui aliados regionais.

O iraniano também advertiu que violações terão “custos explícitos e respostas fortes”, pedindo que os ataques cessem imediatamente.

IPCA NO BRASIL
Nesta sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o resultado da inflação oficial em março, já com os efeitos da guerra entre EUA e Irã.

A inflação no país ficou em 0,88%, acelerando em relação ao mês anterior (0,77%).

No acumulado de 12 meses até março, o IPCA subiu para 4,14%, ante 3,81% em fevereiro.

Os resultados superaram as expectativas do mercado. A média das estimativas era de uma inflação de 0,77% (mensal) e 4% (anual).

De acordo com o Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação no Brasil para este ano é de 3%. Com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, ela será cumprida se ficar entre 1,5% e 4,5%.

O IPCA, calculado desde 1979 pelo IBGE, é considerado o termômetro oficial da inflação e é utilizado pelo Banco Central para ajustar a taxa básica de juros, a Selic.

O índice mede a variação mensal dos preços de uma cesta de produtos e serviços, comparando-os com o mês anterior. A diferença representa a inflação do mês observado.

O índice pesquisa preços de categorias como transporte, alimentação e bebidas, habitação, saúde e cuidados pessoais, despesas pessoais, educação, comunicação, vestuário, artigos de residência, entre outros.

INFLAÇÃO NOS EUA
Além da inflação brasileira, os investidores analisam os dados do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos EUA, também divulgados nesta sexta-feira.

A média das projeções do mercado aponta para uma inflação de 1% em março, na comparação mensal, acelerando em relação a fevereiro (0,3%).

Na base anual, a inflação nos EUA deve ficar em 3,4%, de acordo com analistas, ante 2,4% do mês anterior.

O índice da inflação ao consumidor é um dos mais importantes para o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) na definição da taxa básica de juros no país.

Na última reunião do Fed, em março, os juros foram mantidos entre 3,5% e 3,75% ao ano, conforme as projeções da maioria dos analistas.

O próximo encontro da autoridade monetária para definir a taxa de juros está marcado para os dias 28 e 29 de abril.

A taxa básica de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação. Quando mantida elevada, o objetivo é conter a demanda aquecida, refletindo nos preços, pois juros altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas podem conter a atividade econômica.

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