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quarta-feira, setembro 16, 2026

Petrobras lidera ranking das empresas mais lucrativas do Brasil em 2025

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FPSO Alexandre de Gusmão da Petrobras navegando ao entardecer na Bacia de Santos. (Foto: Instagram)

O lucro consolidado das dez empresas mais lucrativas do Brasil atingiu R$ 288,6 bilhões em 2025, marcando um aumento de 37,2% em comparação aos R$ 210,3 bilhões de 2024. Um dos destaques foi a Petrobras, conforme estudo da consultoria Elos Ayta.

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Após o encerramento do prazo de divulgação dos balanços do ano anterior, a análise revelou que a Petrobras registrou um lucro de R$ 110,1 bilhões em 2025, um impressionante aumento de 200,8% em relação a 2024.

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Com esse desempenho, a estatal passou a representar 38,2% do lucro total das dez maiores empresas do país, mais que o dobro dos 17,4% do ano anterior.

Na sequência do ranking estão os grandes bancos, com Itaú e Bradesco na segunda e terceira posições, apresentando lucros de R$ 45,7 bilhões e R$ 24,6 bilhões, respectivamente. “O setor financeiro continua a dominar a lista, com cinco instituições entre as dez mais lucrativas”, destaca Einar Rivero, sócio da Elos Ayta. “Isso mostra a resiliência do modelo bancário, mesmo em um cenário de juros e crédito mais desafiador.”

QUEDAS DE LUCRO
Por outro lado, Rivero observa que nem todas as empresas seguiram o ciclo positivo. Entre as dez maiores, duas tiveram quedas significativas nos lucros. O Banco do Brasil teve um recuo de R$ 17,6 bilhões (-49,8%), enquanto a Vale registrou uma redução de R$ 17,8 bilhões (-56,3%).

Para a mineradora, o resultado reflete principalmente a dinâmica internacional das commodities metálicas, especialmente o minério de ferro, além de efeitos de uma base comparativa alta. Já para o Banco do Brasil, os problemas no agronegócio, como a inadimplência, impactaram o desempenho em 2025.

REVERSÃO DE PREJUÍZO
Outro ponto de destaque, segundo o analista, é a presença da Suzano entre as maiores lucrativas no ano passado. A empresa saiu de um prejuízo de R$ 7,1 bilhões em 2024 para um lucro de R$ 13,4 bilhões em 2025, uma reversão de R$ 20,5 bilhões, o maior ganho absoluto entre todas as empresas analisadas, exceto a Petrobras. Esse movimento evidencia a volatilidade e o potencial de recuperação do setor de papel e celulose, altamente exposto ao ciclo global e ao câmbio.

Além disso, Rivero menciona que empresas como BTG Pactual, Santander Brasil e Itaúsa reforçam a consistência do setor financeiro ampliado, enquanto a Ambev mantém estabilidade operacional, ainda que com um crescimento mais moderado.

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