
Bandeira dos EUA tremulando sob céu azul (Foto: Instagram)
Um dos principais índices observados pelo Federal Reserve (Fed), o Índice de Preços de Gastos com Consumo (PCE, na sigla em inglês) registrou 0,4% em fevereiro deste ano, comparado ao mês anterior. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (9/4) pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos.
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Na comparação anual, em relação a fevereiro de 2025, a inflação de consumo nos EUA foi de 2,8%. Os resultados estavam alinhados com as previsões do mercado, que esperavam índices de 0,4% e 2,8%. Em janeiro, a inflação de consumo nos EUA foi de 0,3% (mensal) e 2,8% (anual).
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O núcleo da inflação de consumo, que exclui as variações de preços de alimentos e energia, mais voláteis, foi de 0,4% em fevereiro. Na base anual, ficou em 3%. O resultado, que também estava dentro das expectativas do mercado, mostrou estabilidade em relação ao mês anterior, quando o núcleo do PCE foi de 0,4% (mensal) e 3,1% (anual).
FEDERAL RESERVE
O principal foco dos investidores continua sendo a decisão do Banco Central dos EUA sobre a taxa de juros da economia norte-americana. Na última reunião do Fed, em março, os juros foram mantidos entre 3,5% e 3,75% ao ano, conforme as projeções da maioria dos analistas do mercado. O próximo encontro para definir a taxa de juros está agendado para os dias 28 e 29 de abril.
ANÁLISE
Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, destaca que o PCE, a medida de inflação preferida do Federal Reserve, mostrou uma variação de preços dentro do esperado, com aumento de 0,4% e 2,8% no acumulado de 12 meses. "O núcleo do indicador, que exclui itens mais voláteis, subiu 0,4% em relação a janeiro e 3% na variação anual, também em linha com as estimativas do consenso de mercado", ela ressalta.
A economista observa que, "mesmo antes do início do conflito em 28 de fevereiro, os dados do PCE já indicavam que a inflação americana estava bem acima da meta de 2%". Ela acrescenta que "o fato de o PCE de fevereiro não capturar o impacto mais amplo do fechamento de Ormuz reforça a visão de que o Fed ainda opera num ambiente de 'inflação residual'".



