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quarta-feira, setembro 16, 2026

Suzane von Richthofen quebra silêncio e relata conflitos familiares em documentário

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Condenada pelo assassinato dos pais, Suzane von Richthofen volta ao centro do debate público ao apresentar sua versão dos fatos no documentário Suzane Vai Falar. Na produção, a detenta revisita sua história familiar e descreve um ambiente marcado por conflitos, distanciamento emocional e episódios de violência.

Ao relembrar a infância, Suzane afirma que cresceu sob forte cobrança por desempenho escolar, mas sem demonstrações de afeto. “Eu vivia estudando. Era só nota alta. Tirava 9 e 10 em todas as matérias. Não tinha demonstração de amor, nem deles pra gente, nem da gente pra eles”, declarou.

Segundo o relato, a relação com o pai, Manfred von Richthofen, era especialmente rígida, enquanto a mãe, Marísia von Richthofen, demonstraria mais proximidade. Em um dos trechos mais impactantes, Suzane afirma ter presenciado agressões entre os pais ainda na infância. “Eu vi meu pai enforcando a minha mãe contra a parede. Foi horrível”, disse.

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A produção também aborda o relacionamento com Daniel Cravinhos, apontado como um ponto de ruptura na dinâmica familiar. De acordo com Suzane, o namoro intensificou os conflitos dentro de casa e levou a episódios de violência. “Ele me deu um tapão na cara tão forte que meu rosto virou pro lado”, relatou, referindo-se ao pai.

Com o avanço das tensões, ela afirma ter passado a viver uma rotina marcada por mentiras e encontros escondidos, criando uma espécie de “vida dupla”. Um dos episódios citados envolve uma viagem dos pais à Europa, período em que, segundo ela, experimentou uma liberdade que não queria perder após o retorno da família.

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Apesar de, no documentário, tentar se distanciar da execução direta do crime, Suzane reconhece sua responsabilidade como mandante. “Eu aceitei. Eu os levei pra dentro da minha casa. A culpa é minha. Claro que é minha”, afirmou.

A produção reacende discussões sobre um dos casos criminais mais emblemáticos do país, ao apresentar uma narrativa que busca contextualizar os acontecimentos a partir do ponto de vista da própria condenada.

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