
Dólar recua em dia de tensão no Oriente Médio (Foto: Instagram)
Em um dia marcado por grande volatilidade no mercado, o dólar voltou a cair nesta segunda-feira (6/4), enquanto o mercado financeiro aguarda um novo pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito com o Irã.
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Os investidores estão repercutindo a coletiva de imprensa do líder norte-americano, realizada no Salão Oval da Casa Branca.
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Às 15h50, o dólar apresentava queda de 0,23%, sendo cotado a R$ 5,147. Mais cedo, às 14h41, a moeda americana recuava 0,13%, sendo negociada a R$ 5,153. Durante o dia, o dólar atingiu o máximo de R$ 5,159 e o mínimo de R$ 5,139. Na última sessão da semana passada, na quinta-feira (2/4), o dólar encerrou com uma leve alta de 0,05%, cotado a R$ 5,159, praticamente estável. Com esse resultado, a moeda dos EUA acumula uma queda de 0,37% no mês e 6% no ano em relação ao real.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava estável na reta final do pregão. Às 15h54, o Ibovespa avançava 0,04%, atingindo 188,1 mil pontos. No último pregão, o índice também fechou em alta de 0,05%, alcançando 188 mil pontos. Com esse resultado, a Bolsa brasileira acumula uma valorização de 0,31% em abril e de 16,71% em 2026.
A semana começa da mesma forma que a anterior terminou: com os investidores atentos ao Oriente Médio, acompanhando os desdobramentos político-econômicos do conflito entre EUA, Israel e Irã.
Nesta segunda-feira, o Irã rejeitou uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz em troca de um "cessar-fogo temporário". Segundo Teerã, os EUA não demonstraram disposição para negociar uma trégua permanente.
A tensão entre os dois países aumentou após uma série de declarações de Trump, que intensificou as ameaças contra o regime iraniano. Em sua plataforma Truth Social, o republicano afirmou que poderá ordenar ataques contra usinas de energia e pontes iranianas caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto.
"Abram a porcaria do estreito, seus lunáticos, ou vocês vão viver no inferno – vocês verão!", escreveu Trump. Durante uma entrevista à Fox News, no entanto, ele também afirmou acreditar haver "uma boa chance" de se chegar a um acordo.
Ainda nesta segunda, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) confirmou a morte de seu chefe de inteligência, Majid Khademi. Em comunicado divulgado em seu canal no Telegram, a Guarda afirmou que o general morreu durante uma ofensiva atribuída a Israel e aos EUA.
Khademi ocupava o cargo desde que Mohammad Kazemi foi morto em um ataque israelense em 15 de junho de 2025, durante a guerra de 12 dias entre Irã e Israel. A substituição ocorreu em um contexto de confronto direto entre os dois países.
De acordo com informações da agência Reuters, Irã e EUA receberam uma proposta para encerrar as hostilidades, com previsão de reabertura do Estreito de Ormuz, com um prazo de 15 a 20 dias. O plano teria sido elaborado pelo Paquistão e apresentado aos dois países. A proposta prevê uma estratégia em duas etapas, um cessar-fogo imediato, seguido por um acordo mais amplo.
Segundo a Reuters, o chefe do Exército do Paquistão, marechal Asim Munir, mantém contato com o vice-presidente dos EUA J.D. Vance, o enviado especial Steve Witkoff e o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi.
No início da tarde, o Irã rejeitou o cessar-fogo nas condições propostas pelos EUA, mas propôs a criação de um protocolo para a passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz e a retirada de sanções econômicas contra o país persa.
A proposta norte-americana previa uma estratégia em duas etapas, um cessar-fogo imediato, que permitiria a abertura do Estreito de Ormuz entre 15 e 20 dias, seguido por um acordo mais amplo, de acordo com a agência Reuters.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, disse que a proposta dos EUA era extremamente ambiciosa, incomum e ilógica. Baghaei ainda afirmou que negociações não podem ocorrer sob ameaças e alegou que as falas de Trump sobre destruir instalações civis do Irã configuram crime de guerra.



