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quarta-feira, setembro 16, 2026

Cães “cantores”? Estudo revela que alguns pets ajustam o uivo ao som de músicas

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Um estudo publicado na revista Current Biology trouxe novas evidências de que alguns cães domésticos conseguem adaptar o tom de seus uivos para acompanhar sons do ambiente — incluindo músicas populares. A descoberta reforça a ideia de que certas habilidades vocais dos animais podem ser mais sofisticadas do que se imaginava.

A pesquisa teve como foco entender se cães, especialmente aqueles com maior proximidade genética com os lobos, ainda mantêm a capacidade de modular a própria vocalização. Para isso, os cientistas selecionaram animais que já apresentavam o hábito de uivar em resposta a estímulos sonoros e analisaram suas reações em condições controladas.

Durante o experimento, os tutores reproduziram músicas com variações de tom — tanto acima quanto abaixo da versão original — enquanto os cães eram filmados. A participação era totalmente espontânea, já que os animais podiam se afastar a qualquer momento.

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Entre os seis cães avaliados, os resultados chamaram atenção principalmente entre os da raça samoieda. Três dos quatro participantes conseguiram ajustar o tom dos uivos de acordo com as músicas, incluindo faixas como “Believer”, do Imagine Dragons, e “Shallow”, interpretada por Lady Gaga e Bradley Cooper. Um dos animais, chamado Alfie, apresentou desempenho ainda mais avançado, alterando não apenas o tom, mas também características acústicas mais complexas do som.

Já os cães da raça shiba inu demonstraram respostas mais limitadas. Nenhum conseguiu acompanhar a altura das músicas, embora um deles tenha apresentado mudanças sutis na estrutura sonora dos uivos. Em todos os casos, a duração das vocalizações permaneceu inalterada.

Os autores destacam que essa habilidade pode não estar ligada à imitação vocal complexa, mas sim a um controle básico e flexível da altura do som — algo que também ocorre em humanos, mesmo sem treinamento musical.

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A descoberta também dialoga com comportamentos observados na natureza. Lobos, por exemplo, modulam seus uivos em grupo como forma de comunicação e até para parecerem mais numerosos. O fato de cães domésticos ainda exibirem traços semelhantes sugere que essa característica ancestral pode ter resistido ao processo de domesticação, ao menos em algumas linhagens.

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