O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, confirmou que irá comparecer à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado Federal do Brasil. A convocação do político já foi aprovada pelo colegiado.
Segundo sua assessoria, Castro pretende apresentar dados da sua gestão para sustentar que houve redução nos índices de criminalidade durante o período em que esteve à frente do governo estadual.
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Defesa de ações e estratégia de segurança
Em nota, o ex-governador destacou iniciativas adotadas ao longo do mandato, com ênfase na chamada Operação Contenção. A ação foi uma das principais estratégias voltadas ao enfrentamento da expansão territorial de facções criminosas e milícias no estado.
Castro também pretende reforçar, diante dos parlamentares, sua defesa de políticas mais rígidas na área de segurança pública, incluindo o endurecimento das leis e atuação mais incisiva das forças policiais.
Críticas e controvérsias
Apesar dos números que pretende apresentar, a gestão foi alvo de críticas, especialmente por operações policiais de grande impacto. A Operação Contenção, autorizada em 2025, ficou marcada pelo alto número de mortes e foi classificada por moradores e entidades de direitos humanos como uma “chacina”.
Regiões como os complexos do Alemão e da Penha estiveram entre os locais afetados pelas ações, que geraram forte repercussão nacional e internacional.
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Debate nacional sobre segurança
A participação de Castro na CPI ocorre em meio ao avanço do debate sobre crime organizado no país. No Senado, ele também deve ser questionado sobre possíveis relações com grupos investigados, incluindo o chamado “Master”.
A ida do ex-governador ao colegiado é vista como um momento-chave para confrontar versões e avaliar os resultados das políticas de segurança adotadas no estado.
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