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quarta-feira, setembro 16, 2026

Empresário acusado de planejar assassinato de Trump diz ter sido coagido por agentes iranianos

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Um empresário de origem paquistanesa enfrenta julgamento em um tribunal federal de Nova York acusado de participar de um plano para assassinar figuras políticas dos Estados Unidos, entre elas o atual presidente Donald Trump. O réu, identificado como Asif Merchant, de 47 anos, sustenta que foi pressionado por agentes iranianos a colaborar com o esquema.

Durante depoimento no processo que corre no tribunal federal do Brooklyn, Merchant declarou que teria sido recrutado por integrantes do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC). Segundo ele, a cooperação teria ocorrido sob ameaça direta à sua família, que reside em Teerã.

De acordo com os documentos apresentados pela acusação, o suposto plano incluía diferentes tipos de ações em território americano. Entre elas estariam a organização de protestos, obtenção ilegal de documentos, lavagem de dinheiro e a tentativa de executar um atentado contra Trump.

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Merchant afirmou que não pretendia participar da operação, mas disse ter cedido após temer pela segurança da esposa e da filha adotiva. Segundo o relato apresentado em tribunal, um dos agentes iranianos teria mencionado possíveis alvos, citando o nome de Trump, do ex-presidente Joe Biden e da ex-candidata presidencial Nikki Haley.

Os promotores afirmam que o empresário chegou a buscar pessoas para executar o ataque. Em um encontro gravado secretamente, ele teria entregue cerca de 5 mil dólares a indivíduos que acreditava serem criminosos ligados ao submundo do crime organizado. Posteriormente, descobriu-se que os supostos intermediários eram, na verdade, agentes disfarçados do FBI.

Asif Merchant foi preso em julho de 2024 no estado do Texas, pouco antes de tentar deixar os Estados Unidos. As autoridades americanas afirmam que ele viajou ao país com o objetivo de estruturar o plano e encontrar executores para o atentado.

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A defesa sustenta que o acusado agiu sob coerção. Já os promotores federais contestam essa versão, afirmando que há evidências de que ele participou da conspiração de forma voluntária, mantendo contatos com pessoas associadas a uma organização classificada como terrorista pelo governo americano.

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