Uma sessão da CPMI do INSS terminou em tumulto nesta quinta-feira (26), logo após a aprovação da quebra dos sigilos fiscal e bancário de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A decisão provocou reação imediata de parlamentares alinhados ao governo, que se dirigiram à mesa da presidência da comissão. O clima esquentou rapidamente, com gritos, empurrões e troca de acusações. Diante da escalada da tensão, a reunião foi suspensa por cerca de 15 minutos.
Imagens registradas no plenário mostram um confronto direto entre os deputados Rogério Correia (PT-MG) e Luiz Lima (Novo-RJ). Após o episódio, Lima afirmou ter sido atingido por um soco. Correia reconheceu que houve agressão e pediu desculpas publicamente, alegando ter reagido após ser empurrado e cair no chão.
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O requerimento que autorizou a quebra de sigilo foi apresentado pelo relator da comissão, Alfredo Gaspar (União Brasil-AL). A medida integra as investigações conduzidas pela CPMI sobre supostas irregularidades no âmbito do INSS.
Segundo informações divulgadas anteriormente, Lulinha teria recebido repasses mensais de aproximadamente R$ 300 mil de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. As suspeitas ainda estão sob apuração da comissão.
Após a votação, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) anunciou que pretende recorrer ao presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, para tentar anular a decisão que autorizou a quebra de sigilo.
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O episódio reforça o clima de polarização que tem marcado os trabalhos da comissão parlamentar mista de inquérito, instalada para investigar possíveis fraudes e desvios envolvendo benefícios do INSS.
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