O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil, precisa representar uma “redenção” para o futebol brasileiro após a derrota por 7 a 1 para a Alemanha na Copa de 2014.
A declaração foi feita durante cerimônia do Tour da Taça da Copa do Mundo de 2026, realizada no Palácio do Planalto. Ao comentar o resultado do Mundial sediado no país há mais de uma década, Lula classificou o episódio como um “vexame”, mas isentou os jogadores da responsabilidade.
Segundo o presidente, o contexto político e social vivido pelo Brasil naquele período teria influenciado o ambiente da competição. Ele citou tensões políticas, denúncias de corrupção envolvendo obras da Copa e um cenário de forte polarização como fatores que teriam criado um “clima nervoso” no país.
“O Brasil vivia um momento muito delicado. Não havia clima sequer para jogar futebol”, afirmou.
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Copa de 2014 e investigações
O Mundial de 2014 foi marcado por questionamentos sobre gastos públicos e suspeitas de irregularidades em estádios e obras de infraestrutura. Lula mencionou que o Tribunal de Contas da União concluiu que não houve comprovação de corrupção nas arenas construídas para o torneio, embora investigações tenham atingido autoridades estaduais em diferentes regiões.
Durante o discurso, o presidente também relembrou as vaias dirigidas à então presidente Dilma Rousseff na cerimônia de abertura da Copa, classificando o episódio como um sinal do ambiente de tensão política da época.
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Olhar para 2027
Para Lula, o Mundial Feminino de 2027 deve ser uma celebração em um momento que ele considera mais estável para o país, tanto do ponto de vista econômico quanto social. O presidente defendeu maior valorização do futebol feminino e afirmou que o torneio pode simbolizar uma nova fase para o Brasil no cenário esportivo internacional.
A Copa Feminina de 2027 será a primeira da história realizada na América do Sul. Para o governo, o evento tem potencial de impulsionar investimentos, fortalecer a imagem internacional do país e marcar um contraste com o trauma esportivo de 2014 — ainda vivo na memória coletiva dos torcedores.
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