O Condado de Los Angeles abriu uma ação judicial contra a Roblox Corporation, acusando a plataforma de jogos online de não adotar medidas suficientes para proteger crianças e adolescentes contra abusos e exploração.
De acordo com o processo, menores teriam sido expostos a interações de caráter sexual, tentativas de aliciamento e comportamentos predatórios dentro do ambiente virtual. A ação sustenta que falhas no sistema de moderação e no próprio design da plataforma teriam permitido que adultos se passassem por crianças, estabelecendo vínculos com usuários jovens por meio de conversas recorrentes.
As autoridades afirmam ainda que o impacto extrapolou o ambiente digital. Segundo o condado, o aumento de casos ligados à exploração sexual e ao trauma psicológico teria exigido redirecionamento de recursos públicos para investigação, apoio às vítimas e reforço nos serviços de proteção infantil.
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O processo também acusa a empresa de priorizar crescimento e rentabilidade em detrimento da segurança dos usuários mais vulneráveis. Entre os pedidos apresentados à Justiça estão medidas corretivas e multas civis que podem chegar a US$ 2.500 por dia para cada violação comprovada.
A Roblox nega as acusações. Em nota, um porta-voz declarou que a segurança é princípio central da plataforma e que os sistemas de proteção vêm sendo constantemente atualizados. Nos últimos meses, a empresa implementou restrições adicionais, como limitações no envio de mensagens e imagens por chat e exigência de verificação de idade para determinados recursos.
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A discussão sobre segurança infantil na plataforma não é inédita. Questionamentos semelhantes já surgiram em outros países, incluindo a Austrália, e o CEO da companhia, David Baszucki, foi cobrado publicamente sobre o tema em ocasiões anteriores.
Com milhões de usuários ao redor do mundo — muitos deles menores de idade —, o caso reacende o debate sobre a responsabilidade de grandes plataformas digitais na prevenção de abusos e na criação de ambientes virtuais mais seguros.
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