O Newquay Zoo anunciou a morte de dois dos animais mais emblemáticos do seu recinto sul-americano. Johnson, uma capivara de nove anos, e Al Capone, uma anta brasileira de 20, foram submetidos à eutanásia após avaliação veterinária apontar deterioração progressiva do estado de saúde de ambos.
Segundo o zoológico, a decisão foi tomada com base no bem-estar dos animais. Problemas associados à idade vinham comprometendo a qualidade de vida dos dois, o que levou a equipe clínica a recomendar o procedimento humanitário.
Em comunicado publicado nas redes sociais, a instituição afirmou que a despedida foi “profundamente triste” para tratadores e funcionários. A direção também explicou que a eutanásia ocorreu no mesmo dia para evitar que um deles permanecesse sozinho após a perda do companheiro — já que os dois dividiam o mesmo espaço há anos.
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Um vínculo incomum
Capivaras e antas são espécies originárias da América do Sul e costumam apresentar comportamento tranquilo. No zoológico britânico, o convívio prolongado no mesmo recinto favoreceu a criação de um laço considerado especial pela equipe.
Johnson nasceu em 2016 no Chester Zoo e foi transferido para Newquay no ano seguinte. As capivaras são reconhecidas como os maiores roedores do mundo e têm hábitos semiaquáticos.
Já Al Capone nasceu em 2005 no Gdańsk Zoo, na Polônia, chegando ao Reino Unido em 2014. A anta brasileira, também chamada de tapir, é considerada o maior mamífero terrestre do Brasil e desempenha papel ecológico importante na dispersão de sementes em florestas tropicais.
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Repercussão entre visitantes
A notícia gerou manifestações de carinho de frequentadores do parque, que acompanhavam a rotina dos animais. Funcionários destacaram que, embora dolorosa, a decisão foi considerada a alternativa mais compassiva diante do quadro clínico apresentado.
Com a partida de Johnson e Al Capone, o recinto sul-americano do zoológico perde dois de seus protagonistas — animais que, para visitantes e cuidadores, simbolizavam uma convivência rara e afetuosa.
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