A etapa prática do exame para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação começou a passar por mudanças relevantes em parte do país. Desde esta segunda-feira, candidatos à CNH em alguns estados deixaram de ser submetidos à baliza, manobra historicamente associada à reprovação de grande parte dos condutores iniciantes.
A retirada da etapa já foi confirmada pelos Departamentos Estaduais de Trânsito do Amazonas, Espírito Santo, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Nessas unidades da federação, a avaliação prática passou a ser concentrada exclusivamente no desempenho do candidato durante o percurso, sem a exigência do estacionamento em vaga paralela.
As mudanças ocorrem em meio à implementação da Resolução nº 1.020/2025, editada pelo Conselho Nacional de Trânsito. A norma prevê a criação do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, documento que deverá padronizar critérios e procedimentos para a aplicação das provas em todo o território nacional. Apesar disso, o manual ainda não foi publicado.
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Enquanto a regulamentação definitiva não entra em vigor, os Detrans seguem com autonomia para definir o formato das avaliações. Em alguns estados, a decisão foi antecipar a reformulação do exame, com foco na condução do veículo em situações reais de trânsito e no comportamento do motorista ao longo do trajeto supervisionado.
Segundo o Ministério dos Transportes, a baliza deixou de ser um item obrigatório na avaliação prática e não pode mais ser exigida como critério eliminatório. A orientação é que a análise do candidato priorize aspectos como domínio do veículo, respeito à sinalização, atenção ao fluxo viário e tomada de decisões seguras durante a condução.
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A expectativa é de que outros estados adotem o novo formato nos próximos dias, à medida que alinham seus procedimentos às diretrizes federais. Onde a mudança já está em vigor, o exame é realizado integralmente em percurso monitorado por examinadores, sem a execução da manobra de estacionamento paralelo.
A reformulação marca uma transição no modelo de avaliação, que passa a privilegiar habilidades práticas ligadas ao cotidiano do trânsito urbano, enquanto o país aguarda a definição de regras unificadas para o processo de habilitação.
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