Detido há pouco mais de 50 dias na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem acesso a uma televisão, mas sua programação é limitada aos canais de TV aberta. Serviços de streaming, como Netflix ou Amazon Prime, não estão disponíveis no local onde ele cumpre pena.
Bolsonaro permanece em uma Sala de Estado-Maior equipada com itens básicos, como cama de solteiro, frigobar, ar-condicionado, banheiro privativo e uma TV convencional. Sem conexão à internet, o aparelho permite apenas acompanhar a programação de emissoras abertas, como Globo, SBT, Band, Record, TV Brasil, além de canais religiosos e públicos.
A defesa do ex-presidente tenta ampliar esse acesso. Advogados solicitaram autorização para que a família forneça uma Smart TV, o que permitiria a exibição de conteúdos por streaming. O pedido, no entanto, ainda depende de um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) e, posteriormente, de decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
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Enquanto aguarda uma definição, Bolsonaro segue restrito à programação comum da TV aberta. A cela em que está recolhido tem cerca de 12 metros quadrados e, segundo aliados, limita inclusive o acompanhamento mais amplo do noticiário.
A existência da televisão no local foi confirmada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que comentou a situação do pai no início de dezembro. “Ele não consegue acompanhar muito [o noticiário], porque nesse cubículo que ele está, de 12 metros quadrados, até tem uma televisão, mas só consegue acompanhar a TV aberta”, afirmou.
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Os advogados sustentam que a eventual instalação de uma Smart TV não teria como finalidade permitir acesso a redes sociais ou comunicação externa, mas apenas ampliar as opções de entretenimento. A solicitação foi encaminhada ao Supremo, que aguarda a manifestação formal da PGR antes de decidir sobre o pedido.
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