Um montante expressivo segue parado nas instituições financeiras do país. Dados divulgados nesta terça-feira (13) pelo Banco Central do Brasil indicam que R$ 10 bilhões permanecem disponíveis para devolução por meio do Sistema de Valores a Receber. Os números têm como base informações consolidadas até novembro de 2025.
Segundo a autoridade monetária, cerca de R$ 7,8 bilhões pertencem a 49,3 milhões de pessoas físicas. Outros R$ 2,2 bilhões estão vinculados a aproximadamente 4,9 milhões de empresas. Os recursos envolvem valores deixados em contas encerradas, tarifas cobradas indevidamente ou sobras de operações financeiras.
Desde a criação do sistema, o volume já devolvido aos clientes soma R$ 12,9 bilhões. Desse total, R$ 9,5 bilhões foram resgatados por pessoas físicas e R$ 3,4 bilhões por pessoas jurídicas, de acordo com o Banco Central.
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Quem tem direito e quanto pode receber
A maior parte dos beneficiários tem valores pequenos a retirar. Cerca de 65,2% dos montantes disponíveis são de até R$ 10. Já os valores acima de R$ 1 mil representam apenas 1,85% do total. Os bancos concentram a maior fatia desses recursos, seguidos por consórcios, cooperativas e instituições de pagamento.
O Ministério da Fazenda esclareceu que não há prazo limite para solicitar a devolução, diferentemente de informações divulgadas no início do programa. Ou seja, os valores continuam disponíveis enquanto não forem resgatados pelos titulares.
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Como consultar e solicitar o resgate
A consulta deve ser feita exclusivamente pelo site oficial do Sistema de Valores a Receber. Para acessar, é necessário ter conta no Gov.br com nível de segurança prata ou ouro. Após o login, o usuário pode verificar se há valores a receber, identificar a instituição responsável e a origem do recurso.
O sistema oferece duas formas de solicitação: a devolução direta via Pix, com prazo de até 12 dias úteis, ou o contato direto com a instituição financeira, opção indicada para quem não utiliza o sistema de pagamentos instantâneos.
Desde o fim de maio, o Banco Central também passou a permitir a habilitação de pedidos automáticos de resgate. A adesão é opcional e não altera as demais funcionalidades da plataforma.
Com bilhões ainda esquecidos, o BC reforça a orientação para que cidadãos e empresas façam a consulta periódica. Em muitos casos, o valor é pequeno — mas, somado, representa um dos maiores volumes de recursos parados no sistema financeiro brasileiro.
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