O desaparecimento de duas crianças em Bacabal completa dez dias nesta terça-feira (13) sem qualquer confirmação sobre o paradeiro de Isabelle, de 6 anos, e Michael, de 4. As buscas se concentram na região do Quilombo São Sebastião dos Pretos, onde as crianças desapareceram após saírem de casa para brincar.
O caso mobiliza uma ampla força-tarefa que reúne polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Exército Brasileiro e voluntários da comunidade. Mesmo com o reforço de equipamentos e equipes especializadas, o mistério em torno do desaparecimento persiste.
O que aconteceu
Na tarde de 4 de janeiro, Isabelle e Michael deixaram a residência acompanhados do primo Anderson Kauan, de 8 anos. As três crianças não retornaram, o que levou familiares a iniciarem buscas imediatas. Dias depois, Anderson foi localizado com vida, mas os irmãos seguem desaparecidos.
O menino foi encontrado em 7 de janeiro por um carroceiro, em uma área de mata a cerca de quatro quilômetros, em linha reta, do ponto onde havia sumido. Estava sem roupas, debilitado, pediu água e perguntou pelo pai. Questionado sobre os primos, limitou-se a dizer que eles estavam “mais à frente”. Apesar da intensificação das buscas na região indicada, não houve novos achados.
Anderson recebeu atendimento médico e psicológico no Hospital Geral de Bacabal e já está com a família. As autoridades não divulgaram se ele forneceu informações adicionais relevantes para a investigação.
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Linha do tempo das buscas
- 4/1 – As três crianças desaparecem após saírem para brincar.
- 5/1 – Polícias e Bombeiros montam operação; moradores se voluntariam.
- 6/1 – Uso de helicópteros, drones e cães farejadores é ampliado.
- 7/1 – Anderson é encontrado com vida em área de mata.
- 8/1 – Short e chinelo do menino são localizados próximos ao ponto do resgate.
- 9/1 – Prefeitura anuncia recompensa de R$ 20 mil por informações.
- 10/1 – Exército e Batalhão Ambiental reforçam a operação; cerca de 340 pessoas atuam.
- 11/1 – Voluntários encontram novas roupas infantis na mata.
- 12/1 – Secretaria de Segurança descarta que as peças sejam dos irmãos.
Força-tarefa ampliada
Atualmente, cerca de 200 agentes das forças de segurança e aproximadamente 100 voluntários participam das buscas. A pedido da prefeitura e do governo estadual, a operação recebeu reforço do Exército Brasileiro e da Polícia Militar Ambiental. Ao todo, 26 militares do Batalhão de Infantaria de Selva e 15 policiais ambientais integram o trabalho, com apoio de aeronaves, drones e cães farejadores.
O prefeito Roberto Costa afirmou que as buscas continuarão sem interrupção. “Não iremos parar até encontrarmos a Isabelle e o Michael”, declarou.
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Recompensa e apelo à população
Desde 9 de janeiro, a prefeitura oferece R$ 20 mil por informações que levem ao paradeiro das crianças. O contato pode ser feito pelo telefone 181 ou diretamente com a coordenação da força-tarefa instalada em Bacabal. As autoridades reforçam que qualquer informação, mesmo aparentemente pequena, pode ser decisiva.
Enquanto isso, a comunidade local segue mobilizada, aguardando respostas em um caso que comove o Maranhão e mantém familiares e moradores em vigília permanente.
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