O que deveria marcar um novo capítulo da atividade espacial brasileira terminou em segundos. Um foguete da empresa sul-coreana Innospace sofreu uma falha logo após deixar a plataforma de lançamento no Maranhão e acabou explodindo ainda durante a subida, caindo em seguida na área controlada do Centro de Lançamento de Alcântara.
De acordo com informações da Força Aérea Brasileira, o veículo iniciou a trajetória vertical conforme o planejamento técnico, mas apresentou uma “anomalia” poucos instantes depois da decolagem, o que levou à perda do controle do voo e ao impacto com o solo. Apesar do desfecho, a FAB ressaltou que todos os protocolos de segurança foram seguidos.
O lançamento ocorreu às 22h13 (horário de Brasília), dentro da Operação Spaceward, e tinha um significado simbólico para o setor aeroespacial: seria a primeira tentativa de lançamento comercial realizada a partir do território brasileiro. A operação foi conduzida no Centro de Lançamento de Alcântara, considerado estratégico por sua proximidade com a Linha do Equador.
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Após o acidente, equipes da FAB e do Corpo de Bombeiros que atuam na base foram deslocadas para o local da queda, onde iniciaram a inspeção dos destroços e a avaliação da área atingida. Segundo a Aeronáutica, o sistema de rastreamento funcionou como previsto e permitiu a coleta completa dos dados do voo, “garantindo um lançamento controlado e dentro dos parâmetros internacionais do setor espacial”.
A própria fabricante confirmou que irá conduzir uma investigação técnica para identificar as causas do problema. A análise será feita em cooperação com autoridades brasileiras e instituições envolvidas na operação, com foco na avaliação dos dados obtidos durante os segundos iniciais do voo.
A falha também foi percebida por quem acompanhava a transmissão ao vivo. Pouco depois da decolagem, a Innospace interrompeu o sinal exibido no YouTube e apresentou a mensagem “We experienced an anomaly during the flight”. Instantes antes do corte, imagens mostravam o que aparentava ser o foguete em chamas ainda em movimento ascendente.
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O veículo envolvido no incidente, o HANBIT-Nano, foi desenvolvido para missões orbitais de pequeno porte. Com cerca de 21 metros de altura e aproximadamente 30 toneladas, o foguete tem capacidade para atingir velocidades próximas a 30 mil quilômetros por hora, desempenho compatível com operações espaciais comerciais de nova geração.
Apesar do insucesso, autoridades do setor avaliam que o episódio não invalida o potencial do Brasil como plataforma de lançamentos, mas reforça os riscos inerentes à atividade espacial e a necessidade de maturidade tecnológica em operações desse porte.
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