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quarta-feira, setembro 16, 2026

Investigação aponta rota clandestina usada por Ramagem para deixar o Brasil

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O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo Jair Bolsonaro, deixou o Brasil de forma clandestina e atualmente está nos Estados Unidos. Segundo a Polícia Federal, a fuga ocorreu em setembro deste ano, por uma rota alternativa que passou pela Guiana antes de chegar a Miami.

No último sábado (13/12), a PF prendeu em Manaus (AM) Celso Rodrigo de Mello, apontado como peça-chave na logística da saída do parlamentar do país. Ele é filho do garimpeiro conhecido como Rodrigo Cataratas e teve a prisão autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, no âmbito das investigações que apuram a evasão de Ramagem.

Os detalhes do trajeto foram confirmados pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em conversa com jornalistas nesta segunda-feira (15/12). Segundo ele, a apuração indica que o deputado não passou por qualquer controle migratório brasileiro.
“De fato, no curso da investigação, tomamos conhecimento da saída do parlamentar há alguns meses. O grupo teria facilitado a fuga do parlamentar. Agora ele vai ser interrogado nos próximos dias e, a partir daí, vamos ter mais detalhes”, afirmou.

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De acordo com Rodrigues, a rota utilizada já está praticamente esclarecida. “A rota de fuga já parece clara: via Guiana, saindo clandestinamente, sem passar por qualquer ponto de fiscalização. Em seguida, saiu de Georgetown para Miami”, disse o diretor-geral da PF.

Condenado pelo STF a 16 anos e 1 mês de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado, Ramagem deixou o país após se deslocar inicialmente para Boa Vista (RR). De lá, cruzou a fronteira de forma irregular até a capital guianense, onde embarcou para os Estados Unidos.

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Apesar de possuir passaporte diplomático válido até 2027, o deputado passou a ser considerado foragido após a condenação. No início de dezembro, o Supremo determinou o bloqueio do salário parlamentar e da cota destinada ao exercício do mandato.

A Polícia Federal segue colhendo depoimentos para esclarecer o grau de participação de terceiros na fuga e identificar eventuais outros envolvidos no esquema.

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