O Parque Arruda Câmara, em João Pessoa, informou que a leoa Leona deve retornar ao seu recinto até sexta-feira (5/12), após passar os últimos dias sob monitoramento intensivo. O animal foi afastado do público depois de atacar e matar um jovem de 19 anos que invadiu a área onde ela vive, no último domingo (30/11).
Segundo os profissionais do zoológico, a leoa apresentou sinais de estresse logo após o episódio, mas tem reagido bem ao acompanhamento veterinário. Em atualização divulgada nas redes sociais, a administração afirmou que Leona “acordou mais calma e vem evoluindo positivamente”, o que permite planejar sua volta ao espaço original ainda nesta semana.
O ataque aconteceu pela manhã, quando Gerson de Melo Machado, conhecido como “Vaqueirinho”, ultrapassou barreiras de segurança, escalou uma parede de mais de seis metros e entrou no recinto utilizando uma árvore como apoio. O zoológico estava aberto à visitação, e o momento foi gravado por frequentadores.
O laudo do Instituto de Polícia Científica da Paraíba apontou que Gerson morreu em decorrência de choque hemorrágico provocado por ferimentos perfurantes e contundentes no pescoço. A Prefeitura de João Pessoa afirmou que o jovem tinha transtornos mentais e lamentou publicamente o ocorrido.
Animal não será sacrificado
Após o episódio, surgiram questionamentos sobre o destino da leoa, mas o zoológico foi categórico: não há qualquer possibilidade de sacrifício. Técnicos explicam que o comportamento do felino foi compatível com sua natureza e motivado pela invasão do recinto. Veterinários, biólogos e zootecnistas acompanham a recuperação do animal diariamente.
Leona nasceu no próprio parque, em 2006, filha dos leões Darah e Sadam. Ela vive sozinha há alguns anos, desde a morte do companheiro com quem dividia o espaço. Tentativas de socialização com outra leoa, transferida para João Pessoa há três anos, não tiveram êxito.
Investigações e protocolos
O ataque levou ao fechamento temporário do zoológico, que permanece sem previsão de reabertura. A prefeitura abriu uma investigação interna para avaliar possíveis falhas estruturais e adotar medidas adicionais de segurança.
O Conselho Regional de Medicina Veterinária da Paraíba também cobrou esclarecimentos e informou que criará uma comissão técnica para examinar a estrutura do local e os procedimentos adotados nos cuidados com Leona e demais animais.
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