Ana Carolina Oliveira voltou a manifestar seu desconforto com a repercussão da série Tremembé, da Prime Video, que reacendeu lembranças do assassinato de sua filha, Isabella Nardoni, ocorrido em 2008. Em entrevista à coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, nesta segunda-feira (17), ela afirmou que a produção a faz reviver um dos momentos mais traumáticos de sua vida.
Segundo Ana Carolina, transformar um caso tão doloroso em entretenimento amplia seu sofrimento e desloca o foco do essencial. “É angustiante perceber que, enquanto para muitos é apenas uma série, para mim é como reviver o pior dia da minha vida. A verdadeira narrativa não gira em torno de quem cometeu o crime, mas de uma criança cuja vida foi brutalmente interrompida”, declarou.
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A vereadora também criticou a tendência de parte do público em romantizar criminosos retratados em produções audiovisuais. Para ela, essa idealização desrespeita as vítimas e reforça distorções que o país ainda precisa superar. “Gostaria que parassem de idealizar essas figuras”, afirmou, ressaltando a necessidade de ampliar a proteção a crianças e adolescentes.
Por motivos de saúde emocional, Ana Carolina evita assistir à série. “Quando escolho falar sobre Isabella ou minha dor, isso é uma decisão minha. Porém, naquela série, não sou eu quem está falando. Prefiro não assistir para proteger minha saúde emocional e preservar a memória de algo que foi real e devastador”, disse.
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Ela ainda reforçou que debates sobre crimes reais devem sempre priorizar as vítimas. “Meu principal ponto é que criminosos não se tornem celebridades, como temos visto frequentemente”, afirmou.
Ao final, Ana Carolina fez um apelo por mais responsabilidade na produção de conteúdos baseados em histórias reais. “É fundamental que tenhamos leis mais rigorosas, penas cumpridas integralmente e uma sociedade que valorize a vida em vez do crime”, concluiu.



