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quarta-feira, setembro 16, 2026

Nova diretriz de Trump pode barrar vistos para pessoas com obesidade e doenças crônicas

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O governo do presidente Donald Trump adotou uma nova diretriz que pode restringir a entrada de pessoas com doenças crônicas, incluindo obesidade e diabetes, nos Estados Unidos. O documento, enviado pelo Departamento de Estado às embaixadas americanas, amplia os critérios de saúde usados na análise de pedidos de visto e tem como justificativa evitar custos adicionais ao sistema de saúde do país.

A orientação determina que agentes consulares considerem condições como doenças cardiovasculares, respiratórias, câncer, diabetes, distúrbios metabólicos, doenças neurológicas e transtornos mentais. A obesidade, segundo o texto, deve ser avaliada devido aos problemas médicos associados a ela. Entretanto, a diretriz não especifica a quais tipos de visto as novas exigências se aplicam.

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O conteúdo, obtido pelo KFF Health News e divulgado pelo UOL, sugere que as regras possam ter impacto sobretudo em pedidos de vistos de imigração, tradicionalmente submetidos a exames médicos obrigatórios. Antes, o foco era identificar doenças contagiosas — como tuberculose — e verificar o histórico vacinal. Agora, a avaliação deve incluir previsões de custos futuros que o candidato poderia gerar ao sistema de saúde americano.

Avaliação de dependentes e situação financeira

A diretriz também determina que familiares do solicitante entrem na análise. Dependentes com doenças crônicas ou necessidades contínuas de saúde podem influenciar negativamente na concessão do visto, caso sejam considerados fatores que possam comprometer a capacidade de trabalho do imigrante.

Além das condições médicas, o governo exige atenção redobrada à capacidade financeira do candidato. A recomendação é verificar se a pessoa teria como custear eventuais despesas médicas sem recorrer a recursos públicos americanos.

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Em nota à Fox News, Tommy Piggott, porta-voz adjunto do Departamento de Estado, afirmou que “não é segredo que o governo Trump está colocando os americanos em primeiro lugar” e que a diretriz busca evitar que o sistema de imigração “se torne um fardo ao contribuinte”.

A medida, que já provoca debate entre especialistas e organizações de direitos humanos, reforça uma tendência de políticas mais rígidas e restritivas na imigração durante o atual governo americano.

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