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quarta-feira, setembro 16, 2026

Por que o Zolpidem pode causar alucinações e como evitar esse efeito colateral

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O Zolpidem é um medicamento amplamente prescrito para tratar a insônia, ajudando pacientes que enfrentam dificuldade para adormecer ou manter o sono. Embora eficaz, o remédio também pode causar efeitos colaterais intensos, entre eles alucinações visuais e auditivas, especialmente quando é mal administrado.

O fármaco, introduzido na Europa em 1988 e nas Américas na década de 1990, pertence à classe dos hipnóticos — substâncias que reduzem a atividade cerebral e induzem o sono. Seu uso deve ser restrito a períodos curtos, geralmente de até quatro semanas, e sob prescrição médica.

O que é uma alucinação?

As alucinações ocorrem quando o cérebro cria percepções sensoriais sem que haja estímulo real. A pessoa acredita estar vendo, ouvindo ou sentindo algo inexistente. Elas são resultado de uma desregulação neural em áreas que processam informações sensoriais, provocando a sensação de realidade em experiências falsas.

Esses episódios também podem surgir devido a hiperatividade neuronal, desequilíbrios nos neurotransmissores (como serotonina e dopamina) ou pelo uso de substâncias que alteram o funcionamento cerebral, como o LSD ou o DMT.

Como o Zolpidem age no cérebro

O Zolpidem atua sobre um neurotransmissor chamado GABA (ácido gama-aminobutírico) — responsável por inibir a atividade excessiva dos neurônios. Ao estimular os receptores GABA, o remédio induz um estado de sedação intensa, fazendo o paciente adormecer rapidamente.

Mas essa ação rápida pode “enganar” o cérebro: em vez de passar naturalmente pelas fases do sono, o indivíduo entra abruptamente em um estado intermediário, entre o sono e a vigília.

É nesse ponto que surgem as alucinações — o cérebro está parcialmente adormecido, mas ainda ativo o suficiente para misturar realidade e sonho.

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Quando o risco aumenta

As chances de ter alucinações com o uso de Zolpidem aumentam em situações como:

  • Uso incorreto do medicamento, fora do horário de dormir;

  • Exposição à luz e estímulos sonoros (celular, TV, computador) após a ingestão;

  • Aumento da dose sem recomendação médica;

  • Uso prolongado, além do período indicado (geralmente quatro semanas).

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Quando o paciente toma o remédio e permanece acordado — mesmo que parcialmente — o cérebro entra em um estado de sonambulismo consciente, em que visões, vozes e ilusões sensoriais podem parecer extremamente reais.

Como evitar as alucinações causadas pelo Zolpidem

Para reduzir o risco de efeitos colaterais, especialistas recomendam:

  1. Tomar o medicamento apenas na hora de deitar, com o ambiente já escuro e silencioso;

  2. Evitar o uso de aparelhos eletrônicos após a ingestão;

  3. Seguir rigorosamente a dose prescrita pelo médico;

  4. Não misturar o remédio com álcool ou outras substâncias depressoras do sistema nervoso;

  5. Evitar o uso contínuo e sem acompanhamento profissional.

O Zolpidem pode ser um aliado importante contra a insônia, mas seu uso exige disciplina e orientação médica. Quando administrado de forma incorreta, o que seria um sono reparador pode se transformar em experiências vívidas e assustadoras, resultado de um cérebro que adormeceu apenas pela metade.

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