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quarta-feira, setembro 16, 2026

Presidente de Madagascar foge após rebelião militar e teme por sua vida

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O presidente de Madagascar, Andry Rajoelina, anunciou que deixou o país por temer pela própria segurança após uma rebelião militar e semanas de protestos contra seu governo. Em discurso transmitido pelas redes sociais na noite de segunda-feira (13), o mandatário não confirmou sua renúncia, embora tenha admitido estar em local não revelado.

Fui forçado a encontrar um lugar seguro para proteger minha vida”, declarou Rajoelina, em pronunciamento que deveria ter ido ao ar pela televisão estatal, mas cuja transmissão foi atrasada por causa de uma tentativa de tomada do controle da emissora por militares. O vídeo acabou sendo publicado apenas na página oficial da presidência no Facebook.

O presidente, de 51 anos, enfrentava um movimento crescente de protestos liderado por jovens da chamada “Geração Z Madagascar”, que nas últimas semanas vinha exigindo sua saída e o fim da corrupção. A crise atingiu um novo patamar no último sábado, quando a unidade militar de elite Capsat se uniu aos manifestantes, exigindo a destituição de Rajoelina e de ministros do governo.

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De acordo com relatos da Agence France-Presse, milhares de pessoas ocuparam a praça central de Antananarivo, capital do país, em meio à adesão de soldados e veículos militares ao ato. A Capsat, que teve papel decisivo no golpe de 2009 que levou Rajoelina ao poder, voltou a se rebelar, acusando o governo de ordenar a repressão violenta aos protestos.

Vamos unir forças e recusar ordens para atirar em nossos amigos e irmãos”, afirmaram militares em um vídeo divulgado nas redes sociais. “Apontem suas armas para aqueles que mandam atirar em vocês.

Segundo estimativas da ONU, ao menos 22 pessoas morreram nos confrontos registrados nas últimas semanas — número contestado por Rajoelina, que afirmou haver “12 mortes confirmadas” e classificou os mortos como “vândalos”.

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Em seu discurso, o presidente apelou por diálogo e respeito à Constituição, sem detalhar como deixou o país. Fontes locais indicam que ele pode ter sido evacuado em um avião militar francês, informação que não foi confirmada pela França.

Rajoelina governou Madagascar entre 2009 e 2014, após o golpe que derrubou Marc Ravalomanana, e voltou ao poder em 2023. Desde então, vem enfrentando crescente isolamento político e descontentamento popular.

A nova onda de instabilidade aprofunda a crise em um país marcado por corrupção, pobreza e apagões constantes, e reacende temores de que Madagascar volte a viver um ciclo de golpes e repressão militar.

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