Depois de mais de dois anos de cativeiro, o Hamas libertou os últimos 20 reféns israelenses que ainda estavam vivos na Faixa de Gaza, encerrando um dos capítulos mais prolongados e traumáticos do conflito iniciado em outubro de 2023. A libertação ocorreu na madrugada desta segunda-feira (13), como parte de um novo acordo de cessar-fogo firmado entre o grupo e o governo de Israel.
Segundo autoridades israelenses, os reféns foram soltos em duas etapas: sete deles nas primeiras horas da manhã e os outros 13 pouco depois. Todos foram entregues à Cruz Vermelha Internacional e levados a uma base militar israelense, onde passaram por exames médicos e reencontraram suas famílias.
O acordo prevê ainda a libertação de cerca de 2 mil prisioneiros palestinos, incluindo 250 condenados à prisão perpétua, que foram transportados pela Cruz Vermelha para Gaza, Cisjordânia e outros países.
++ Como eram os carrinhos de bebê há 100 anos
Os reféns libertados faziam parte do grupo de 251 israelenses sequestrados durante os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023. De acordo com o governo israelense, 48 pessoas ainda estavam em poder do grupo até o início de novembro, das quais 28 foram confirmadas como mortas.
O cessar-fogo, mediado por Estados Unidos, Egito, Catar e Turquia, estabelece a suspensão dos bombardeios em Gaza e a retirada progressiva das tropas israelenses, reduzindo a área de ocupação de 75% para 53% do território palestino.
A Casa Branca, que atuou diretamente nas negociações sob a liderança do presidente Donald Trump, informou que outras etapas do plano de paz ainda estão em discussão. Entre os pontos indefinidos estão a transição do governo local e o futuro desarmamento do Hamas, que rejeitou qualquer tipo de tutela internacional sobre Gaza.
++ Tesla Autopilot desvia de ciclista em 0,4 segundos e evita acidente
Apesar da trégua, o acordo prevê que o Hamas entregue também os corpos dos reféns mortos, mas ainda não há prazo definido para essa repatriação. A Turquia anunciou a criação de uma força-tarefa para auxiliar nas buscas dos restos mortais.
A cerimônia oficial de assinatura do acordo está marcada para esta segunda-feira, no Egito, com a presença de Trump e líderes de mais de 20 países. O momento é visto como um dos raros avanços diplomáticos desde o início da guerra, embora especialistas alertem que a estabilidade da trégua dependerá da implementação efetiva das cláusulas e do controle das tensões em Gaza.
Não deixe de nos seguir no Instagram para mais notícias da Pardal Tech



