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quarta-feira, setembro 16, 2026

SUS adota cirurgia robótica para tratamento do câncer de próstata

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O Sistema Único de Saúde (SUS) deu um passo importante rumo à modernização do tratamento oncológico no país. O Ministério da Saúde oficializou a incorporação da prostatectomia radical assistida por robô (PRAR), técnica que utiliza equipamentos controlados por cirurgiões para remover tumores da próstata com maior precisão e segurança.

A decisão foi publicada em portaria da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico Industrial da Saúde (Sectics), com base na recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

A prostatectomia radical é o procedimento indicado para a retirada completa da próstata e das vesículas seminais, a fim de eliminar o câncer e evitar sua recorrência. Com o auxílio robótico, a técnica oferece movimentos mais delicados, cortes menores e recuperação acelerada, reduzindo riscos de complicações graves.

O sistema avaliado pela Conitec foi o Da Vinci Surgical System, desenvolvido pela empresa americana Intuitive Medical, atualmente o único equipamento autorizado pela Anvisa para uso no Brasil.

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Avanços comprovados

De acordo com o relatório técnico, estudos mostraram que a cirurgia robótica reduz em até 83% a necessidade de transfusões de sangue em comparação à técnica aberta, além de proporcionar melhor preservação das funções urinária e sexual.

Um dos pacientes que participaram da consulta pública da Conitec, um médico urologista de 69 anos, relatou que recebeu alta no dia seguinte à operação e retomou suas atividades normais em apenas 17 dias. “Não senti dor no pós-operatório e já voltei a trabalhar e a fazer exercícios físicos normalmente”, afirmou.

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Economia e equidade

A análise econômica também apontou benefícios financeiros para o sistema público. Em unidades com mais de 400 procedimentos anuais, a adoção da cirurgia robótica pode gerar economia de até R$ 115 milhões em cinco anos, principalmente devido à redução de internações prolongadas e complicações pós-operatórias.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), Rodrigo Nascimento Pinheiro, a medida é um marco na democratização do acesso a tecnologias avançadas no tratamento do câncer. “Reconhecemos o esforço da equipe técnica em promover equidade no tratamento e assegurar que mais pacientes possam se beneficiar dos melhores cuidados disponíveis”, destacou.

Com a decisão, o Brasil se junta a um grupo restrito de países que utilizam cirurgia robótica em larga escala pelo sistema público de saúde, abrindo caminho para uma nova era da medicina oncológica no país.

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