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quarta-feira, setembro 16, 2026

Secretário critica colapso da segurança após ataque a hospital no Rio

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Na madrugada desta quinta-feira (18/9), oito homens fortemente armados invadiram o Hospital Pedro II, em Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro. O grupo buscava um paciente internado após ter sobrevivido a uma tentativa de homicídio horas antes. O episódio, que paralisou procedimentos médicos e colocou profissionais e pacientes em risco, foi classificado pelo secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, como prova da “falência da segurança pública no estado”.

O alvo dos criminosos seria Lucas Fernandes de Sousa, de 31 anos, baleado e socorrido na mesma região. De acordo com a Secretaria de Saúde, os invasores renderam um segurança na garagem e seguiram até o Centro Cirúrgico à procura do homem.

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Repercussão

Em declaração, Soranz lamentou a gravidade da ocorrência:
“Uma unidade de referência, que salva vidas diariamente com cirurgias complexas, foi tomada por indivíduos armados com fuzis e pistolas. Eles interromperam atendimentos para tentar concluir uma execução dentro do hospital. Isso revela o quanto nossa política de segurança está fragilizada”, afirmou.

Ainda segundo o secretário, médicos e pacientes ficaram em choque com a situação. “Profissionais de saúde profundamente abalados, pacientes em estado crítico ameaçados pela interrupção dos cuidados. É urgente que haja uma resposta firme das forças policiais e uma investigação rigorosa para que cenas como essa não se repitam”, disse.

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Medidas adotadas

A Polícia Militar foi acionada e chegou ao hospital logo após a invasão. O paciente que era alvo dos criminosos foi transferido para outra unidade de saúde sob escolta reforçada. A prefeitura solicitou aumento imediato do efetivo de segurança em ambas as unidades.

O caso expõe um cenário preocupante: segundo dados oficiais, somente em 2025 já houve mais de 500 interrupções no funcionamento de unidades de saúde da capital fluminense em razão da violência.

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