
O Conselho de Administração da Tesla apresentou uma proposta inédita de remuneração ao CEO Elon Musk, que pode chegar a US$ 1 trilhão (aproximadamente R$ 5,45 trilhões) ao longo da próxima década. O pacote prevê o pagamento em ações, condicionado ao cumprimento de metas ambiciosas, como a Tesla atingir uma capitalização de mercado de US$ 8,5 trilhões. Nesse cenário, Musk teria uma participação de 12% na companhia.
Segundo Robyn Denholm, presidente do conselho, reter e incentivar Musk é essencial para que a Tesla se torne a empresa mais valiosa da história. A proposta também prevê maior poder de voto para o bilionário nas decisões estratégicas da empresa, reforçando seu papel central no futuro da montadora.
A iniciativa surge após o cancelamento de um pacote anterior de US$ 50 bilhões, invalidado por um tribunal de Delaware após contestação de acionistas. Ainda cabe recurso, e o processo segue em andamento. Em agosto, a Tesla já havia aprovado um novo plano de US$ 30 bilhões em ações para Musk.
O novo pacote é uma tentativa clara de manter Musk focado na Tesla, especialmente em um momento de intensa competição por talentos na área de inteligência artificial e de desafios estratégicos para a empresa. Apesar do envolvimento do empresário em outras companhias – como SpaceX, Neuralink, xAI, X (ex-Twitter) e The Boring Company –, o conselho reforçou seu apoio ao CEO.
Além de sua atuação empresarial, Musk também esteve envolvido com o governo dos Estados Unidos durante a gestão Trump, liderando o Departamento de Eficiência Governamental (Doge). No entanto, o relacionamento com o ex-presidente deteriorou-se após Musk anunciar a criação de um novo partido político, resultando em trocas públicas de críticas entre os dois.



